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terça-feira, 14 de julho de 2015

Para o médium refletir



Podemos enganar o mundo, ludibriar o nosso semelhante, esconder-nos por traz das aparências, mas jamais conseguiremos enganar, ludibriar ou nos esconder da nossa consciência...


Para o médium refletir
 Tenho muita dó de quem pensa que a Umbanda é um mar de rosas e que todos nossos problemas serão resolvidos a partir do momento em que colocarmos a roupa branca. Muito pelo contrário, a Umbanda, quando aceita de coração e incorporada à nossa vida, nos leva a ficar cara a cara com nossas deficiências e falhas, escancarando nossos sentimentos e apurando nossas verdades. Um verdadeiro vendaval de mudanças internas nos arrasta e transforma nosso intimo preparando-o para o bom exercício religioso tornando-nos pessoas melhores e mais centradas. Deixa-nos mais fortes e tolerantes, mais sensíveis e piedosos, mas os problemas acumulados em nossa existência somente serão resolvidos com firmeza, determinação e o uso sapiente do livre arbítrio, inerente a todos os seres humanos, nunca pelos meandros ou facilidades de nossa religião, por mais que isso seja apregoado por uma imensa turba de aproveitadores da boa fé alheia. O mau uso dos mistérios astrais, a exigência demasiada com nossos orixás e entidades, a falta de humildade, ou pior ainda, a falsa humildade, colocarão o médium em seu devido lugar, o ostracismo mediúnico. A Umbanda não foi criada para satisfazer desejos pecaminosos e sonhos grandiloqüentes nem para destruir nossos inimigos com trabalhos mirabolantes à base de velas pretas, farofa, ou sei-lá-mais-o-quê, tão propagados em sites, blogs ou mesmo terreiros “especializados” nas mazelas caprichosas de maus seguidores. O bom trabalhador umbandista deve, acima de tudo, manter a atitude de fé, compaixão, respeito e caridade proposta pela lei de Oxalá, nunca fazer julgamentos apressados muito menos pedir o que não poderá ser dado. Esse conjunto de atitudes aplicado em sua vida religiosa fará com que o grande médium desabroche em plenitude e você descobrirá encantado, que esse grande médium, até então escondido, é você! Saravá a Umbanda!

PONTOS RISCADOS



PONTOS RISCADOS



O ponto riscado é um fundamento que nasceu juntamente com a religião de Umbanda.  Mais do que simples desenhos, os pontos riscados são símbolos sagrados, além de ser um dos elementos que demonstram a autenticidade da incorporação.
A entidade que realmente está incorporada em seu médium deve passar seu ponto riscado e ponto cantado os quais serão confirmados pela entidade chefe da casa.
Não existe entidade na Umbanda que não risque ponto. De exu à ibeijada todas as entidades, se entidades de verdade, devem riscar e firmar seu ponto.
É através dele que a entidade indica sua origem e linha de trabalho e busca as energias para o cumprimento de sua missão.
Obviamente que um médium em desenvolvimento não terá suas entidades riscando ponto da noite para o dia. Assim como o desenvolvimento mediúnico, é algo a ser trabalhado a longo prazo, pois, só se risca o ponto completo a entidade que está “firme”, ou seja, que já tem um domínio maior sobre a matéria do médium.
O médium em desenvolvimento, muitas vezes sem notar, passa por inúmeras experiências. Às vezes aparecem símbolos em sua mente, sonham com pontos riscados e cantados, etc. Essas experiências nada mais são do que a espiritualidade preparando o médium para o desenvolvimento. Como já foi tratado em inúmeros textos, o desenvolvimento mediúnico não ocorre apenas dentro do terreiro, mas ele é constante em nossas vidas. Por tal razão o médium deve estar sempre em sintonia com a espiritualidade, a fim de contribuir para o próprio progresso.
Quando se vê “médiuns” em que suas “entidades” tremem ao riscar o ponto, ou “rabiscam” a tábua com símbolos indefinidos ou até mesmo se negam a riscar o ponto, é um evidente sinal que seu desenvolvimento ainda não está completo. Que ainda possuem uma consciência que interfere na vontade entidade.
A entidade quando de fato incorporada, risca sem medo e sem dúvida, pois ela conhece o ponto a ser riscado. Falta nas situações apontadas acima, sintonia entre o médium e sua entidade e até mesmo o próprio desenvolvimento do médium.
O médium jamais deve forçar sua entidade a nada. Muitas vezes o médium na pressa de “se desenvolver” realiza atos que apenas o irão expor. Quando chegado o momento de riscar seu ponto a entidade irá fazer sem qualquer hesitação. Qualquer interferência do médium na incorporação é prejudicial, mesmo nos casos da mediunidade tida por consciente.
Muitas vezes, a entidade, quando entende que já chegou momento, começa seu ponto, com, por exemplo, uma flecha, uma folha, um raio, etc., e o deixa aberto. Não se trata do seu ponto riscado, mas sim de seu começo. Com o passar do tempo ela irá completando até dizer que está pronto. O circulo ao redor da tábua se dá apenas após a confirmação do ponto, sendo, geralmente, feito pela primeira vez pela própria entidade chefe.
Já os médiuns graduados, estes já passaram pelo desenvolvimento inicial, por isso suas entidades riscam por completo sem qualquer hesitação. Se a hesitação houver, é sinal que seu desenvolvimento também não foi completo ou está inadequado para a formação que possui.
Dessa forma, verifica-se que apenas após a entidade riscar seu ponto e ele for confirmado pelo guia chefe da casa, é que a entidade estará de fato incorporada. Por essa razão é totalmente equivocado a utilização de materiais pela entidade antes de sua confirmação.
Por exemplo, utilização de capa e chapéu para exu, bengala para preto velho, bicos e enfeite para as crianças, ciganos, etc., por “entidades” que não riscaram o ponto. Ora, se ela não riscou ponto, não se sabe quem é, não se sabe se de fato é a entidade ou se a própria cabeça de médium.  Nem todo Exu usa capa! Nem todo preto velho usa bengala! Nem toda criança usa enfeites e bico! Por essa razão esses elementos só poderão ser utilizados pelo médium em que a entidade riscou e teve seu ponto confirmado, pois somente aí ELA poderá escolher de fato os elementos que deseja utilizar em seu trabalho e não o médium.
Também é desaconselhado o médium em desenvolvimento procurar na internet pontos riscados ou comprar os famigerados livros de pontos riscados. O ponto riscado é algo individual de cada entidade. Como já visto em estudos anteriores, mesmo que duas entidades pertençam a mesma falange, como por exemplo do Caboclo Sete Flechas, raramente o ponto dessas entidades serão idênticas. Haverá sim semelhanças, mas cada espírito terá suas peculiaridades.
O ponto riscado, como dito acima, virá com naturalidade, com o tempo e não da noite para o dia como pensam alguns. A pressa só atrapalhará o sadio desenvolvimento do médium.
O médium não deve se sentir menosprezado por que sua entidade não riscou ponto. O desenvolvimento mediúnico não é igual para todos, pois cada pessoa possui a mediunidade em um determinado nível sendo alguns mais aguçados que outros. Como dito acima, deve ter paciência e buscar o correto desenvolvimento passo a passo.
Os pontos riscados além de identificar a entidade, poderão ser utilizados para descarregos, firmezas, amacis, cura, segurança, etc. São pontos que a entidade, após sua confirmação, utilizará em seus trabalhos. Cada símbolo, cada risco tem um significado o qual deve ser explicado pela entidade que o risca.
As pembas com que eles são riscados, conforme já explicado no estudo sobre elas, vão depender da linha que a entidade trabalha e do objetivo que está se riscando.
Esse é um fundamento que não deve se perder! Nasceu com a Umbanda e nela deve permanecer. Têm-se relatos de terreiros que se dizem de Umbanda, em que não se é riscado ponto. Trata-se de completo absurdo! O fato de não se riscar ponto está abrindo campo para mistificações, além de comprometer a própria segurança da  casa.
Para encerrar, como sempre é dito em nossa casa, para exemplificar a importância do ponto riscado: “sentar no chão, comer doce e pedir benção é fácil, qualquer um faz sem precisar estar incorporado! Mas riscar seu ponto, confirmá-lo e dar seu ponto cantado, apenas as verdadeiras entidades irão fazer!”
“Umbanda tem fundamento e é preciso preparar!”




Conceito: O Ponto riscado é um instrumento para trabalhos magísticos efetuados pelas entidades. É o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e a bandeira da entidade. 
 

É uma espécie de campo de força riscado através de símbolos dentro de uma Mandala, onde o instrumento utilizado em seu campo de trabalho é a Pemba. A Pemba maneja as forças de forma a lhe conferir afinidade com as entidades, identificando a quem ela se subordina, bem como seus fundamentos. A Mandala e os símbolos são riscados em uma tabua de madeira, que se intitula tábua de ponto.


Mandalas: 


Constituídas de um desenho circular, aonde no seu interior vemos formas e figuras variadas. É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o Cosmo. No interior da Mandala temos sempre um ponto central, que representa sua essência, e dele partirão todos os demais elementos. Esse ponto representa Deus, do qual partiu todas as coisas existentes no planeta. Existem dois tipos de mandala, mandala aberta, e fechada. 

Mandala aberta:


A ação da Mandala aberta é ampla e vasta, envolve a todos e a todo o terreiro. Dentro de um terreiro normalmente esse tipo de ponto só é riscado pelo Pai ou pela Mãe espiritual, porque nesse caso está expandindo a energia para todos. 



Mandala fechada: 

A ação da Mandala fechada, é a ação concentrada, delimitada e limitada, a entidade neste caso cria um verdadeiro campo de força, usado em solicitações específicas e nos pontos identificatórios. 


Na Mandala são colocados elementos simbólicos ancestrais, ao desenhar uma mandala, ou seja, ao ser riscado um ponto, é criado um instrumento sagrado. 



Pemba: 


A pemba é uma pedra de calcário, que nossos guias utilizam para riscar seu o ponto de energia de acordo com a sua vibração. Ela é parecida com um giz, e pode apresentar várias cores de acordo com a vibração ou linha da entidade. 

A pemba consagrada pode ser ralada e utilizada para cruzar o ambiente e filhos de santo. Desta forma ela é soprada nos pontos cardeais do ambiente para que se de a firmeza. 



Símbolos e cores: 


Todos os Símbolos partirão de um ponto no interior da Mandala. Os símbolos e as cores da Mandala criam a força que define a ação vibracional da Mandala (Ponto riscado).


Grafia de Umbanda e seus significados: 


Cada traço, cada forma tem um significado e de acordo com a ordem, a direção e a maneira como os símbolos se posicionam podem revelar muitas informações sobre a manifestação espiritual ora transcrita através do ponto riscado e sua missão de trabalho.
Círculo – O Universo, a Perfeição.

- Circulo aberto – energia expandindo;

- Circulo fechado – energia concentrada;


- Circulo com um ponto – ser supremo, símbolo de Oxalá;


Um Círculo com Dois Diâmetros Entre Si – O Plano Divino, o Quaternário Espiritual.

Círculos Menores e Semicírculos – A fases da lua (símbolo de Iemanjá), força de luz inclui Iansã.

Círculo com Estrias Externas – O sol (símbolo de Oxalá).

- Linha reta transversa – mundo material;
- Duas linhas retas transversas
- Linha curva – polaridade;

Triângulo – Trindade

- Hexagrama ( dois triângulos ) – masculino e feminino, as forças divinas

- Um Pentagrama -

A Estrela de Davi e o Signo de Salomão

A Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus.

Três estrelas também representam os Velhos e Almas.

- Balança, Machado ou Nuvem – Símbolos de Xangô e do Oriente

- Raio – Símbolo de Yansã ( mudança dos tempos, intensidade, forte energia)

- Espada Curva – Símbolo de poder e força, a luta do bem contra o mal, símbolo de Ogum;

- Espada Reta – Símbolo de Iansã.

- Coração – Símbolo do amor, da força dos sentimentos que unem os homens, símbolo de Oxum; a Flor também é um símbolo de Oxum.



- Tridentes – Símbolo antigo de força, representando a força do Deus Netuno que tinha no tridente a representação dos pólos que comandavam aquela civilização. Símbolo usado por exus e pomba giras devido ao sincretismo. Observam – se tridentes de risco quadrado para exus (compadres) e de risco arredondados para pomba giras.


- Cruzeiro – Símbolo das almas e do encontro dos desencarnados. Muito comum nos pontos de pretos velhos e exus de cemitério.


- Caveira – Não simboliza a morte. É a identificação dos espíritos que militam nas esferas da calunga pequena (cemitério).

- Flecha para cima – Símbolo da busca espiritual , do objetivo, do alvo a ser atingido. Símbolo dos falangeiros de Oxossi.

- Arco e Flecha – Símbolo dos falangeiros de Oxossi



- Fases da lua 

Cheia – Símbolo da magia oculta, símbolo de Yemanjá

Crescente – Renovação de forças

Nova – Força plena

Minguante – descarrego ou pólo invertido

- Um Quadrado – O os 4 elementos (Água, Terra, Fogo e Ar).

- Espiral - Para fora indica chamamento de força, retirando demanda.

- Bandeira Branca com Cruz Grega Vermelha– Símbolo de Ogum.

- Coração com uma Cruz no Interior – Símbolo de Nanã.

- Traços Pequenos na Vertical (chuva) – Símbolo de Nanã.

- Folhas ou Plantas – Símbolos de Ossain.

- Cruz Latina Branca – Cruz de Oxalá.


- Cruz Grega Negra – Com pedestal, símbolo de Omulu. 



- Arco-íris – Símbolo de Oxumaré.



- Estrela Branca (Oriente) – Luz dos espíritos.


- Estrela Guia (com cauda) – Símbolo da capacidade de acompanhamento (Oriente).


- Um Oito Deitado (Lemniscata) – Símbolo do Infinito.


- Cordão com Nó ou um Pano – Símbolo das crianças.


- Conchas do Mar – Símbolo das crianças.


- Águas Embaixo do Ponto – Símbolo de Iemanjá (mar).


- Pequenos Traços de água – Símbolo de Oxum.


- Traço ou Linha Curva com Círculo nas Pontas – Símbolo de força, amarração e descarrego.


- Rosa dos Ventos – Chamamento de força ou descarrego.


- Palmeiras ou Coqueiros – Força dos Velhos


- Traço com Três Semicírculos nas Pontas – Descarrego e força também.



Existem muitas grafias utilizadas por nossos guias e essas são algumas mais comuns. Porém no Ponto riscado está o segredo e assinatura de cada entidade, aonde poderemos perceber símbolos ainda desconhecidos apresentados pelas mesmas. 

Por isso cabe a nós o estudo e a avaliação, não só do Ponto riscado, mas da manifestação e da confirmação do Guia como um todo, onde tem que prevalecer sempre a energia que está vibrando. 


Tábua de Ponto: 

Os pontos podem ser riscados em qualquer local, porém se recomenda ao médium que tenha uma tabua de ponto confeccionada em madeira de boa qualidade (cedro ou pinho). Ao término do trabalho o médium deve sempre apagar o ponto no sentido horário com bucha vegetal e seca.

Bucha Vegetal Seca,para apagar os pontos riscados.

Cores, Datas Comemorativas e Dias da Semana dos Orixás



Cores, Datas Comemorativas e Dias da Semana dos Orixás



A Umbanda é uma religião que nos dá a oportunidade de escolher a melhor forma de praticá-la, respeitando os valores e crenças de cada um. Na umbanda existem conceitos universais, aqueles que se não forem seguidos não se pode considerar Umbanda, como por exemplo a crença em Deus e nos Orixás, a crença nos trabalhadores que formam as linhas de Umbanda como os Caboclos, os Pretos Velhos e Ibejis, a prática da caridade sem qualquer tipo de cobrança, seja material ou psicológica, não sacrificar animais, o predomínio da cor branca, trabalhos direcionados apenas para o Bem, entre outros. 

A questão das cores dos Orixás, datas comemorativas e dias da semana está confundindo muitos irmãos de fé diante de tantas informações desencontradas, mas que se apreciadas empaticamente, fazem todo o sentido dentro da realidade de cada um. 

O julgamento precipitado, a crítica que acaricia o ego, a falta de sensatez de discursos superficiais do que não se conhece, prejudica mais do que aclara o entendimento, sem contar que é uma falta de caridade para com o próximo que pensa diferente dele.

Creio que os Orixás e nossos queridos trabalhadores de Umbanda pouco se importam com a forma de determinados ritos e crenças, desde que a intenção seja pura e verdadeiramente para o Bem. Não existem melindres entre a espiritualidade da Umbanda, existe sim entre os umbandistas. É certo que o consenso de pensamentos e idéias  determinaria com mais precisão a identidade umbandista, mas se ele nem sempre existe, não pode ser atribuído ao acaso, é mister supor que predomina na espiritualidade umbandista o respeito pela liberdade de consciência, ausente em muitos de nós.

Feita esta pequena introdução sobre a diversidade na Umbanda com relação ao tema abordado, vamos agora falar um pouco sobre as crenças da nossa Casa, na tentativa de tornar explícita a nossa escolha e o porquê dessa escolha, qual a compreensão e fundamento que encontramos em nossa prática umbandista.

Vamos começar pelas cores que são dadas aos Orixás. Percebemos que as cores que os representam têm significado apenas para nós encarnados, que precisamos sempre de um referencial para conduzir a nossa fé. Os Orixás são luzes que emanam do Criador para todos em todas as circunstâncias que se fizer necessário a sua atuação, vibram em todas as cores e principalmente na cor que adotamos para cultuá-los. De acordo com a cromoterapia, ciência que utiliza as cores para restabelecer a saúde, cada cor tem um significado e transmite um tipo de energia. Existem as cores vibrantes como a vermelha, verde e a amarela, as cores equilibradoras como o azul, rosa, lilás, as cores tranquilizantes que remetem a paz, como o branco e a cor neutra como o marrom e o preto. Podemos aplicá-las também na representação que se aproxima da cor dos elementos de cada Orixá, ou do fenômeno da natureza, ou do seu reino específico, bem como na característica de personalidade dos seus filhos. Então, diante dessas informações adotamos as seguintes cores em nossa Casa, concordando com algumas cores já adotadas em alguns segmentos de Umbanda:

PAI OXALÁ - COR BRANCA: representação maior da fé, cor que remete à paz espiritual e ao mais evidente simbolismo da Umbanda, igualdade entre todos. O branco está presente em todas as cores e Pai Oxalá está presente em todos os Orixás. 

De acordo com a física, quando a luz branca incide numa das faces de um prisma óptico, ocorre a dispersão da luz nas sete cores, o que também nos remete ao Pai Oxalá se expandindo através dos sete Orixás Sagrados. 

IANSÃ - COR AMARELA: O maior simbolismo de Iansã é o raio, e neste predomina a cor amarela, além do que a cor amarela é uma das cores mais velozes, onde a velocidade é uma das características desta Orixá.

OXUM - COR AZUL ROYAL: O maior simbolismo de Oxum é a água, o azul royal é a cor que se forma no encontro da água do rio com o mar. Sabemos que na nossa região nordeste predomina a cor amarela para Oxum, que simboliza o ouro que esta Iabá representa, respeitamos esta crença, porém acreditamos que o ouro representa valores puramente materiais, em discordância com a sublimidade espiritual.

OGUM - COR VERMELHA: Cor que sugere altivez, dinamismo, força para o combate, em momentos de luta o "sangue pulsa nas veias", diz o ditado popular. Orixá considerado guerreiro de Umbanda e no nosso entendimento a cor vermelha é a que melhor lhe representa.

XANGÔ - COR MARROM: Cor que mais se aproxima da cor do elemento terra deste grande Orixá.

OXOSSI - COR VERDE: Cor que melhor representa o reino específico deste Orixá: as matas.

IEMANJÁ - COR AZUL CLARA: Cor que melhor representa o reino específico desta Iabá: o mar.

OMULU - CORES PRETA E BRANCA: Cores que melhor representam os extremos opostos. Omulu é o Orixá da transformação, auxilia no encaminhamento das almas após o desenlace do corpo físico, portanto, está entre a vida e a morte, que são simbolicamente os extremos opostos, podendo-se atribuir o branco para a vida e o preto para a morte.

EXUS - CORES PRETA E VERMELHA: Tradicionalmente, a cor preta é associada às trevas, que é o principal campo de atuação dos nossos guardiães e a cor vermelha é associada ao arquétipo de bravura, luta e dinamismo, principal característica dos Exus de Lei. A cor vermelha também é atribuída ao Orixá Ogum que direciona a Lei para que os Exus a façam cumprir, dessa forma, os Exus trabalham sob a vibração do Orixá Ogum, compartilhando entre eles a cor vermelha.

Agora passaremos a falar um pouco das datas comemorativas dos nossos Orixás. Seguimos as datas comemorativas da nossa região, simples assim. E por quê? Porque acreditamos na sábia frase de Jesus: "quando duas ou mais pessoas estiverem reunidas em meu nome, eu lá estarei!". Se em uma região a maioria dos fiéis vibram e emitem seus pensamentos para aquela força que designa um Orixá, é mais provável que a sintonia e o alcance dos objetivos sejam mais evidentes, adotamos a famosa frase "A união faz a força". Na nossa região, por exemplo, o dia consagrado para Iemanjá é 8 de dezembro, onde é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição. Para nós não faz nenhum sentido louvá-la no dia 2 de fevereiro, data consagrada a esta Orixá no sul e sudeste do país. Então, para nós, as datas comemorativas dos Orixás e entidades de Umbanda, são:

OXOSSI: 20 DE JANEIRO (Sincretizado com São Sebastião)

OGUM: 23 DE ABRIL (Sincretizado com São Jorge)

PRETOS VELHOS: 13 DE MAIO (Dia da libertação dos escravos)

POVO CIGANO: 24 DE MAIO (Dia de Santa Sara Kali)

XANGÔ: 24 DE JUNHO (Sincretizado com São João)

OMULU: 16 DE AGOSTO (Sincretizado com São Roque)

EXUS: 24 DE AGOSTO (Tradicionalmente, é considerado um mês de mau agouro e estas entidades estão mais diretamente ligadas ao combate do mal)

IBEJI: 27 DE SETEMBRO (Sincretizado com São Cosme e Damião)

OXUM: 16 DE JULHO (Sincretizada com Nossa Senhora do Carmo)

IANSÃ: 04 DE DEZEMBRO (Sincretizada com Santa Bárbara)

IEMANJÁ: 08 DE DEZEMBRO (Sincretizada com Nossa Senhora da Conceição)

OXALÁ: 25 DE DEZEMBRO (Sincretizado com Jesus Cristo)

Passaremos agora aos dias da semana. Desde tempos remotos, os dias da semana são atribuídos aos astros, com forte influência da mitologia greco-romana, desta forma, com relação aos dias da semana de vibração maior de cada Orixá, adotamos o seguinte esquema:

SEGUNDA-FEIRA - IEMANJÁ: Dia do astro lua, lua é deusa greco-romana que refere-se à Grande Mãe, principal atributo desta Orixá.

Obs:
SEGUNDA-FEIRA também é dia de vibração maior de: OMULU, PRETOS VELHOS, EXUS GUARDIÃES: Dia adotado tradicionalmente ao combate às energias trevosas, ao descarrego de energias densas. Estas entidades trabalham mais diretamente com elementos para o desmanche de magias e de influências negativas.

TERÇA-FEIRA - OGUM: Dia consagrado a Marte, o deus romano da Guerra, equivalente a Ogum, nosso General de Umbanda.

QUARTA-FEIRA - IANSÃ: Dia do astro mercúrio. Mercúrio é nome romano cujo deus tem muitas atribuições, uma delas é ser o deus das almas dos mortos, que as encaminham após a morte, assemelha-se a uma das atribuições da Orixá Iansã. Para os gregos o nome Hermes equivale a Mercúrio, que representa velocidade, astúcia, equilíbrio (par com Xangô), diplomacia, comunicabilidade e todo tipo de atividade mental, características que identificam a Orixá Iansã. De acordo com a mitologia romana, é dia consagrado ao deus Mercúrio, que também influenciou o nome do elemento mercúrio cuja principal característica é a rapidez dos voos, que equivale a representação dos ventos de Iansã. Xangô é o seu par de equilíbrio com o elemento terra e a representação do seu reino natural que são as pedreiras, simbolicamente, elementos fixos e firmes em equilíbrio com a inconstância dos ventos.

QUINTA-FEIRA - XANGÔ e OXOSSI: Dia do astro júpiter, associado a Zeus que na mitologia grega é o deus dos céus e do trovão, fenômeno natural atribuído ao Orixá Xangô. Júpiter é conhecido como "o grande benéfico", simboliza o máximo da expansão. Rege questões ligadas à filosofia, ao comportamento humano em geral e à ética. A influência de Júpiter também favorece a expansão do conhecimento, a prosperidade e a fartura, características do Orixá Oxossi.

SEXTA-FEIRA - OXUM: Dia consagrado ao astro Vênus, que na mitologia romana equivale a deusa venus, deusa do amor, da fertilidade e da beleza, atributos da Orixá Oxum.

SÁBADO - OMULU: Dia do astro saturno. Divindade romana complexa, que representa o tempo e a terra, reina no sábado. Na astrologia saturno é símbolo complexo que atrai elementos deletérios de outros planetas, equivale à complexidade do Orixá Omulu, por ser o Orixá base para a atuação de todos os outros Orixás, assim como a terra é a base para a construção de toda edificação.

DOMINGO - OXALÁ: Dia consagrado ao astro rei: o sol, intimamente relacionado com as qualidades atribuídas ao Pai de todos nós, Pai Oxalá. O sol está ligado ao arquétipo de realeza, grandeza, luz, equilíbrio de todos os planetas e sustentação da vida, assim como Pai Oxalá representa o princípio e a razão de todas as coisas.

Como vimos acima, as cores, datas comemorativas e dias da semana consagrados aos sete Orixás básicos da Umbanda;