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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Só com muita Disciplina!


Sabemos que todos nós somos médiuns, afinal estamos no “meio”, estamos entre o céu e o inferno, entre as colônias e o umbral ou entre o alto e o embaixo, influenciando e sendo influenciados por forças superiores, tanto positivas quanto negativas. Ou seja, todos que se sentem abençoados por Deus, iluminados pelos anjos, envolvidos pelos Orixás, protegidos pelos Exus, guiados pelos Guias, atuados pelos quiumbas, … estão recebendo influências superiores, assim como espirituais, portanto são médiuns.
No entanto, quando nos colocamos de coração aberto diante de um Guia de Luz, sentimos nosso corpo arrepiar e estremecer ao som do estalar de dedos e de sua reza, percebemos o QUANTO somos médiuns, o QUANTO recebemos a influência superior e espiritual e o QUANTO somos abençoados. E a partir do momento em que nos aceitamos e nos entendemos como médiuns compreendemos que a mediunidade é um dom divino, pois é uma grande oportunidade de auxiliar ao próximo, seja encarnado ou desencarnado.
Vivenciamos a maravilhosa experiência de ‘fazer o bem, seja lá a quem’ e percebemos que só nos beneficiaremos desse dom se o exercermos na pura prática do bem. Além disso, somos capazes de vivenciar e sentir a força e a determinação dos Caboclos, a paciência, o amor, a simplicidade e a humildade dos Pretos Velhos, a alegria e a sabedoria dos Baianos, a proteção e a coragem dos Boiadeiros, a leveza e a pureza das Crianças, a mobilidade e a sensatez dos Marinheiros além, é claro, da força, determinação, paciência, amor, simplicidade, humildade, alegria, sabedoria, proteção, coragem, leveza, pureza, mobilidade, sensatez e da execução da Lei Divina dos Senhores Exus e Senhoras Pombagiras.

Simplesmente DIVINO!!!

Claro que para que tudo aconteça com harmonia o médium precisa ser disciplinado no cumprimento de suas obrigações e deveres. Isso mesmo, “ser médium” todos são, algumas pessoas sob maior e outras sob menor influência, mas todos SÃO influenciados pela onipresença Divina. Agora, para ser um bom médium, consciente e atuante em suas responsabilidades, vivenciando as bênçãos Divinas, sentindo a plenitude da Paz de Espírito e vivendo em harmonia interna, somente sendo disciplinado perante suas obrigações e seus deveres mediúnicos.
Quando falo em ‘obrigações’ quero dizer que os médiuns precisam conhecer e saber as técnicas mediúnicas, por exemplo: como distinguir os tipos de espíritos por energia e fluido; como ocorre e como ter controle sobre desdobramento e incorporação; como controlar a mediunidade. Precisam saber e conhecer as suas responsabilidades mediúnicas, por exemplo: banhos, firmezas, apresentação aos Orixás, oferendas religiosas. Assim como é ‘dever’ do médium conhecer e praticar a doutrina de sua religião. Não esquecendo que a moral e a reforma íntima são indispensáveis, são seus DEVERES e OBRIGAÇÕES contínuos. Mesmo porque, ser um bom médium depende da capacidade de NÃO JULGAR e para tanto só com muita disciplina.
Gosto muito de um pequeno diálogo entre Chico Xavier e seu amigo espiritual Emmanuel que afirma o quanto a espiritualidade superior quer e necessita da disciplina do médium. Vejam que simples, belas e fortes palavras:
O Espírito Emmanuel, no principio da mediunidade de Chico Xavier, orientou-o para o trabalho que deveria desempenhar e disse-lhe:

- Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus?
- Sim, se os bons espíritos não me abandonarem… – respondeu o médium.
- Não será você desamparado – disse-lhe Emmanuel – mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem.
- E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? – tornou o Chico.
- Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço…
Porque o protetor se calou, o rapaz perguntou: – Qual é o primeiro?

A resposta veio firme: – Disciplina.
- E o segundo? – Disciplina.
- E o terceiro? – Disciplina

Não há como duvidar! Não há como não se emocionar e agradecer a oportunidade que os médiuns umbandistas têm. Afinal ser um médium umbandista atuante, praticante, convicto, disciplinado e bom é sentir-se privilegiado e abençoado por Olorum e por todos os Orixás.

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Vamos sair do automático!


Pensar em ervas, pedras e água dentro dos rituais umbandistas é pensar em elementos naturais poderosíssimos que ajudam no reequilíbrio energético do corpo astral e que transformam o magnetismo da aura. Na Umbanda utilizamos ervas, flores e plantas em quase todos os rituais, inclusive em nossas giras de atendimento à assistência e oferendas a Guias Espirituais e Orixás, porém duas práticas bem comuns da nossa religião se utilizam largamente das ervas: as defumações e os banhos.
Nenhuma ação de limpeza ambiental é mais completa que uma boa defumação pois o ar concentrado de energias elementais entra e penetra em todos os cantos e brechas da casa envolvendo as paredes, o teto, o chão, os móveis, enfim, tudo. Além disso a defumação também descarrega o corpo mediúnico das pessoas e sutiliza suas vibrações tornando-as receptivas às energias de ordem positiva fazendo, assim, com que a comunicação com o Plano Astral Superior se torne mais fácil e em perfeita harmonia. Os banhos de ervas são, de uma maneira geral, rituais onde utilizamos elementos da natureza com o intuito de que haja uma troca energética entre o indivíduo e esses elementos naturais utilizados. Os banhos de ervas servem principalmente para limpar as energias negativas, afastar influências negativas, reequilibrar, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico e desobstrução dos chacras.
Sendo assim as ervas, e também pedras e águas, devem ser entendidas como uma grande ferramenta divina e natural que nos auxilia e nos proporciona enormes bens. É justamente por isso que acredito que a utilização desses elementos requer responsabilidade e conhecimento de nossa parte. Quem já não passou verdadeiros apuros na hora de fazer uma defumação? Isso gera desanimo, stress e até briga, afinal é o carvão que não pega, as ervas que caem, o tempo que demora, o vizinho que reclama, isso quando não xinga… Quem já não deixou de fazer defumação em casa pois o filho tem problema de renite, ou o marido tem tosse alérgica? Quem já não deixou de tomar banhos de ervas pois não encontrou uma das setes ervas tradicionais da nossa Umbanda? Quem já não teve medo de jogar determinado banho na cabeça?
São tantos medos e tabus, são tantas “receitinhas milagrosas” que acabam prejudicando as pessoas, são tantos erros causados pela falta de conhecimento que às vezes é melhor não fazer NADA. O que é uma pena!
A utilização das ervas, pedras e águas é algo simples quando se tem conhecimento, no entanto é uma bomba relógio negativa e poderosa quando não se sabe o que está fazendo. E isso é mais sério ainda quando falamos no uso ritualístico destes elementos pois muitas regras devem ser conhecidas e respeitadas. É o cuidado com a energia da Lua, com o horário, com o sentido, com a necessidade específica de cada um e assim por diante, mesmo porque uma erva “boa” para um pode ser um tormento para outro.
Saiba que um banho de descarrego tomado em horário errado pode piorar uma situação espiritual. Uma pedra usada como jóia pode ser a causadora das dores intermináveis. Uma defumação feita em sentido contrário pode, ao invés de limpar, atrair mais carga. Portanto sempre digo que estudar é fundamental, é sair do automático, é sair do domínio dos dominadores e agir com bom senso e sabedoria. Sinceramente, acredito que nada substitui a sensação do Saber.
E pensando nisso, pensando em estimular o Saber, vejam essas ervas que ajudam a concentração mental e no estimulo do pensar: aniz estrelado; alecrim; manjericão; peregum verde; alfavaca, agrião, couve, babosa e tapete de Oxalá. Essas ervas podem ser jogadas da cabeça para baixo e esse banho é mais aconselhável ser tomado no horário da manhã.
As pedras indicadas para ajudar o raciocínio e o estudo são: quartzo verde, esmeralda, amazonita, ágata verde, lápis lazuli e, em especial, temos a Sodalita que ativa o potencial para adquirir conhecimento, estimulando a memória e o raciocínio. Só não se pode esquecer que as pedras devem ser limpas, energizadas e programadas constantemente, caso contrário tornam-se verdadeiras irradiadoras de energias negativas.
E para ajudar a potencia energética dos banhos e da limpeza das pedras, pode-se usar a água da fonte que tem energia harmonizadora e equilibradora, afinal seu rumo natural passa por poderosos pontos da natureza.
Sei que falar de ervas, pedras e águas é muito mais do que isso, aliás, é impossível encerrar esse assunto em poucas linhas. É por isso que fica aqui a minha dica, ou até, porque não dizer, o meu alerta: Vamos conhecer mais as potencias naturais que a Umbanda tem e que estão à nossa disposição na natureza. Vamos sair do automático e das “roubadas” que muitas vezes nos encontramos por falta de conhecimento. Vamos Conhecer, Entender e Saber o que aconteceu, o que está acontecendo e o que pode acontecer.
Tudo é uma questão de escolha, de ação e de determinação. Pense Nisso!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mediunidade e Reforma Íntima.
Postado por Fátima Cidreira



Pelo tempo que praticamos nossa mediunidade, não podemos deixar de perceber como nossa personalidade vem sendo moldada com a prática das incorporações, como sutilmente sofremos modificações internas à nossa personalidade. Muitos já me perguntaram porque na umbanda não tem um trabalho de preparo íntimo para os médiuns ?
A reforma íntima do médium acontece em especial, àquelas pessoas de muita fé e convicção em seu caminho, que utilizam o bom senso, do pensar antes de agir, mas para isso, não basta conversar com uma entidade ou outra, é necessário sair à busca de conhecimentos, traçar um plano de vida , estabelecer metas e cumpri -las, deixarmos para traz os vícios , os maus exemplos, a inveja, nossa conduta como médium não poderá mostrar dualidade em nossa personalidade, Ex.: dentro do templo sermos uma pessoa séria, e lá fora aproveitarmos de situações para tirar vantagens de outras pessoas, como tantas outras pessoas o fazem.
Como podemos passar uma palavra de conforto e esperança ao próximo, se não tivermos exemplos a dar ?
Não se intitule um médium se você possuir tais requisitos, não se intitule um médium se você pratica os mesmos vícios da massa.Temos que começar com a consciência limpa, para adquirirmos a tranqüilidade em nossa alma para podermos realizar a comunhão e a fraternidade, esta é a missão do médium , seu esforço pela sua reforma íntima constante, pois a evolução é um processo contínuo, não existem paradas neste caminho , pois na escalada para a espiritualidade um degrau vem após o outro, e só o conquistamos com nossa própria caminhada e merecimento.
Quando abordamos o assunto mediunid ade, temos que ter em mente que devemos estar prontos para encarar uma missão nesta vida e não apenas para preencher nosso tempo entre uma aula de ginástica ou um cinema. Diante de tantos problemas sociais e tantos avisos que recebemos de nossa mãe natureza e nossos Orixás, não entender nossa trajetória neste mundo como uma missão espiritual, seria renegar a nossa própria existência como ser humano em evolução, porém quando encaramos esta tarefa com inteligência, procurando ajudar e entender o próximo, algo de interessante acontece , alguma coisa nos toca, alguma coisa fala em nossos corações e nos conforta, nos traz alegria , nos estimula no caminho, nos completa, e podemos sentir neste momento, o que é felicidade..., o limiar entre a razão e a emoção nos mostra o “ Truque da Vida”.
Um truque onde saímos ganhando sempre, pois ao realizarmos nossas atividades com seriedade, percebemos que paralelamente, um trabalho de reconhecimento é realizado de forma silenciosa pelos nossos guias espirituais, pois diante de nossas provações podemos avaliar se naqueles momentos difíceis estávamos sozinhos ou não, se a parceria deu certo..? E sempre dá.
Dessa forma e com a possibilidade de trabalharmos com varias linhas diferentes numa casa, permite-se ao médium, a possibilidade de incorporar à personalidade do arquétipo que rege a linha , assim ao incorporar um Preto(a)-Velho(a), o médium vai desenvolvendo em si a paciência, a bondade, o carinho, a empatia, o amor, a compreensão ao outro. Se estas características já eram uma tônica no seu ser, então estaremos nos aprimorando ainda mais nestas qualidades, trazendo a tona uma energia amorosa, permitindo que as qualidades do guia possam fluir naturalmente em nós. A consciência destas possibilidades de aprimoramento pode faci litar a entrega do médium ao seu preto -velho, e desenvolver uma energia amorosa única. Assim quanto mais incorporar seu preto(a) velho(a), mais o seu chakra cardíaco vai se abrindo permitindo uma intensa luminosidade no seu ser.
Ao incorporar um Caboclo(a), o médium aprende a ordem, a disciplina, o ritual, a eficiência do trabalho, a priorizar o que é importante, a trabalhar com ervas, com os vegetais, com as pedras, a quebrar demandas, sempre sem falar muito, somente o necessário, trazendo uma força grande em si, aprende a conhecer o seu próprio poder, a força que possui.O arquétipo dos caboclos (as) é o do poder da luz, no auxilio ao humano, aos espíritos que estão em evolução, é saber que tem força interna suficiente para suportar as provações que certamente o médium passará, assim cada caboclo vai aos poucos moldando a energia do seu médium, tornando o disciplinado, atento a ritualística, ao companheirismo aos seus irmãos, trabalhando também com os chakras cardíaco e básico.
Os Baianos trazem a descontração, o aprendizado de como trabalhar as adversidades, a alegria, a flexibilidade, a magia, a brincadeira sadia. Assim médiuns que são introspectivos, quando incorporados, seu baiano(a), soltam-se liberando sua alegria interna, a descontração, outros já são descontraídos por natureza, e desenvolvem outras qualidades juntas com seu baiano, como a flexibilidade diante das situações, como amparar o irmão com alegria, trazer a alegria para o próximo, transmutando a tristeza do outro transmitindo alegria e espera nça entre muitas outras coisas (trabalhando Chakra Laríngeo).
Os ciganos também aprimoram seus médiuns, trazendo a suavidade, a beleza, o encantamento, o envolvimento, a intuição, a paixão pela vida, pelo belo, pela música, e a cura, (trabalhando Chakra do Plexo Solar).
Os marinheiros permitem aos médiuns a desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as
emoções mais íntimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios, desenvolvendo no médium a
capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão (trabalhando
Chakra Umbilical). 
Os boiadeiros trazem para o médium a força necessária para caminhar no mundo, para lidar com as adversidades da vida, fortalecendo-o diante do mundo, mostrando que a luta si ncera e o bom combate leva a luz(trabalhando Chakra Frontal).
A linha do Grande Oriente, onde incorporam guias hindus, mulçumanos, chineses entre outros, estimula
no médium o caminho da evolução espiritual através dos estudos, da meditação, do conhecimento das leis divinas, do amor, da verdade, da ciência, da arte, do belo, estimulando o médium no caminho da ascensão
espiritual, fazendo-o a eliminar da sua vida tudo que é pernicioso a sua ascensão (trabalhando Chakra
Coronário).
Os Exus e Pombas-gira trazem a tona a sombra do médium, aquilo que necessita ser trabalhado e está escondido no seu ser, o trabalho com a própria sombra é facilitado com a incorporação dos Exus e Pombas-gira fechando aqui um ciclo, uma viagem em torno de nosso ser , em torno do significado de nossa existência pelo trabalho do autoconhecimento, que rogamos poder cada vez mais ouvir e obedecer nossas entidades ,que tanto nos orientam em nossa missão contínua de evolução espiritual , através de um conjunto de ações em nosso dia a dia, que determinam nossa reforma íntima.
Trecho retirado do livro TAMBORES DE ANGOLA

de Robson Pinheiro (grifos nossos)

Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior.
Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo.
São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente.
São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina.
Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não ignoram que lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa, a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações.
Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.
Na Umbanda a caridade é lei maior, e esses espíritos, com aspectos mais bizarros, que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos sub-planos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos. Além disso, encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo “trabalhos”, matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos pântanos do astral. São maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança daqueles homens que atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos neste milênio. Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem a sua verdadeira situação.
Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies, vinganças e pequenos “trabalhos”, que realizam em conluio com os quiumbas e que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade, terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.
Os espíritos que chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do Plano Astral, que são confundidos com aqueles dos quais falei. São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do BEM.
São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões, nos sub-planos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Tem experiência nessa área e se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral.

NÃO EXIGEM NEM ACEITAM “TRABALHOS”, DESPACHOS OU OUTRAS COISAS RIDÍCULAS das quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra.

 
NADA TEM A VER COM A UMBANDA!

COMO DEUS REZARIA O PAI NOSSO?

MEU FILHO QUE ESTÁS NA TERRA
PREOCUPADO, SOLITÁRIO, DESORIENTADO...
EU CONHEÇO PERFEITAMENTE TEU NOME, E O PRONUNCIO SANTIFICANDO-O PORQUE TE AMO.
NÃO. NÃO ESTÁS SÓ, MAS HABITADO POR MIM
E JUNTOS CONSTRUIREMOS ESTE REINO, DO QUAL TU VAIS SER HERDEIRO.
GOSTO QUE FAÇAS MINHA VONTADE, PORQUE MINHA VONTADE É QUE TU SEJAS FELIZ.
CONTA SEMPRE COMIGO E TERÁS O PÃO PARA HOJE.
NÃO TE PREOCUPES. SÓ TE PEÇO QUE SAIBAS COMPARTILHÁ -LO COM TEUS IRMÃOS.
SABES QUE PERDÔO TODAS TUAS OFENSAS, ANTES MESMO QUE AS COMETAS
POR ISSO TE PEÇO QUE FAÇAS O MESMO COM OS QUE A TI OFENDEM.
PARA QUE NUNCA CAIAS NA TENTAÇÃO, TOMA FORTE A MINHA MÃO E EU TE LIVRAREI DO MAL
TE AMO DESDE SEMPRE.

TEU PAI
A Pressa é Inimiga da Compreensão



É impressionante a pressa que alguns médiuns iniciantes tem, em mal entrar em um Terreiro de Umbanda, e já "sair incorporando".
Entendemos a pressa do médium em "começar a fazer caridade", mas é fundamental que se entenda que não é somente "dando incorporação" que a caridade é feita. Além do mais, se este for mesmo o tipo de mediunidade da pessoa, há que se esperar e se certificar de inúmeros fatores antes de "colocar o médium para dar consulta".
É claro que cabe ao Dirigente explicar e orientar que tudo tem seu tempo e sua hora, que o desenvolvimento mediúnico não ocorre exatamente igual com todos... mas muitas pessoas ficam dizendo que antes de entrar para o terreiro incorporavam "por nada", no trabalho, na escola, lendo, etc, praticamente exigindo ou "culpando" o Terreiro por não estar incorporando agora.
Por que isto acontece? Simples. Enquanto o médium não entra para uma corrente, a sua mediunidade fica absolutamente sem disciplina e sem doutrina, a partir do momento que ingressa, que passa a fazer parte da corrente de um terreiro, tanto médium quanto entidades passarão por um processo de adaptação e aprendizado, que visa disciplinar tanto um quanto outro. Além do mais, como ter certeza que era realmente incorporação e não simples animismo, ou descontrole emocional e nervoso?
É fundamental esse tempo, para que todas as orientações possam ser absorvidas e compreendidas.
Apressar qualquer processo de desenvolvimento mediúnico, querer queimar etapas, que se existem, são importantes, é certamente colocar em risco todo o processo.
Lições que deveriam ser absorvidas, são apenas ultrapassadas, sem a devida confirmação de aprendizado.
Precipitar o processo pode acarretar em desânimo e frustração no futuro, pode transformar um bom médium num embusteiro, num vaidoso e talvez até fazendo com que se desvie do caminho, culpando a Umbanda pela incompetência do dirigente em explicar e orientar e do médium em esperar.
Além do mais, quando isto acontece é justamente para se ver a determinação do médium, se ele realmente deseja fazer caridade, ser umbandista, ou está apenas empolgado.
Portanto lembrem-se, quando tratamos de desenvolvimento mediúnico falamos em processo, onde a pressa é inimiga da compreensão e, conseqüentemente, da evolução.
Mensagem psicografada por Mãe Iassan Ayporê Pery

terça-feira, 18 de maio de 2010

ABC DE UMBANDA


1-O que é um Orixá?

São divindades africanas directamente relacionadas às forças da natureza. Seriam as falanges específicas que trabalham especializadas em determinado meio, como mar, céus, plantas, etc.…
Um Orixá é um regente de uma das forças do mundo material, sempre abaixo de Olórum, o Deus Supremo. Fala-se, também, que seriam antigos governantes africanos tornados deuses após a morte.
Na África, há em torno de 600 Orixás. No Candomblé, 16. Na Umbanda, sete.

2. O que é Candomblé?

É uma religião de origem africana, com seus rituais e sacrifícios, que cultua Orixás, Voduns eInkices, dependendo das diversas Nações de que se compõe, a saber: Ketu, Jeje, Mina-Jeje, Fon,Ijexá, Nagô-Vodun – estas de origem sudanesa – e Angola, Congo e Muxicongo – de origem bantu.

 O que é Nação?

É uma das diversas nações africanas que vieram ao Brasil no tempo da escravidão. Há a Sudanesa (Nagô, Jeje, Jeje-Nagô, Mina-Jeje, Muçurumin) e a Bantu (Angola, Congo, Angola-Congo). Pode designar, no Rio Grande do Sul, o Candomblé local, conhecido também como Batuque.

4. O que é Umbanda?

Surgiu em 1908, no Brasil. Grosso modo, seria a mistura do culto angola-congo (misturado com onagô), noções de Espiritismo, esoterismo,pajelança e até mesmo budismo. Umbanda quer dizer “Arte de Curar” ou “Magia”.

5. O que é Quimbanda?
São assim chamados, pelos umbandistas, todas aquelas casas (terreiros, centros), trabalhadores ou falanges que trabalham com a magia negra, ou seja, “fazendo o mal”. A Quimbanda possui sete falanges (linhas) diferentes das da Umbanda, que trabalham muito com os Exus e Omolu.

6. O que é um Orixá de Cabeça?

O mesmo que Orixá de Frente. No Brasil, costuma-se dar uma pessoa a dois Orixás, normalmente formando casais, sem ser, com isso, regra. Em certos cultos, adoptam-se três Orixás, os demais seriam conhecidos como “passagens”, exercendo menor influência. O Orixá de Cabeça corresponde à energia básica, fundamental, de um indivíduo, dando-lhe características mais marcantes em sua personalidade.

O segundo é o Ajuntó, de características maissutis, muitas vezes amenizando o carácter do Orixá de Cabeça, que poderá Ter o caráterarrebatado por ser jovem e guerreiro. O terceiro seria o Orixá de Herança, que acompanha a família por algumas gerações.

7. Quais os Orixás que combinam entre si?

Varia muito de lugar para lugar, sendo vistos no jogo de búzios. Para alguns cultos e nações, o Orixá Exu apenas se combina com um tipo deOgum, ou Oxalá apenas com Iemanjá e um tipo de Oxum.

8. O que é pemba?

Em sua origem, é um calcário extraído da terra, cuja finalidade é riscar os pontos que identificam a linha vibratória da entidade. Há de diversas cores. A mais comum é a branca, que serve para todos, pertencente a Oxalá.

9. Quais são as leis de Umbanda?

São 10 os princípios básicos que regem a Umbanda:

9.1 Crença em um Deus único, omnipotente, eterno, incriado, potência geradora de todo o Universo material e espiritual, adorado sob vários nomes.
9.2 Crença em entidades superiores: Orixás, anjos e santos que chefiam falanges.

9.3 Crença em guias, em planos médios, mensageiros dos Orixás, anjos e santos.
9.4 Existência da alma e sua sobrevivência após a morte.
9.5 Prática da caridade desinteressada, na busca de aliviar o carma do médium.

9.6 Lei do Livre-Arbítrio (da livre escolha), pela qual cada um escolhe fazer o bem ou o mal, e o ser humano afiniza com sua faixa vibratória e a do ambiente que o cerca.

9.7 O ser humano é a síntese do Universo.

9.8 Crença na existência de vida inteligente em todo o Universo, vivendo e habitando.

9.9 Crença na reencarnação, na lei cármica de causa e efeito.

9.10 Direito de liberdade de todos os seres.


10. O que é reencarnação?

A crença no renascimento do espírito em um novo corpo, em eterno aprimoramento e evolução. Eterno porque perfeito é apenas Deus, pois, se não, já haveria muitos Deuses na Criação.
Não se aceita a metempsicose (a reencarnação de um homem em corpo de um animal), pois haveria o retrocesso no aprendizado em determinado momento da evolução de cada indivíduo.


11. O que é a Lei de Causa e Efeito?

Todo efeito tem uma causa, assim como todo o malfeito é atraído de volta por sintonia fluídica, assim como o bem. Devemos entender que as pessoas são como ímãs que se atraem por afinidade de idéias e ambientes. É o popular “Colhe-se o que se planta” ou “Dize-me com quem andas e te direi quem és”.

12. O que é Chacra?

São os locais de concentração de magnetismo no corpo, onde se aglomera os centros nervosos do corpo humano.


13. O que são as Linhas Auxiliares?

Como o nome diz, são os auxiliares dos guias. Normalmente, são os espíritos que tiveram sua última reencarnação em período mais actual. Os marinheiros actuam na Linha das Águas, como activos auxiliares nos tratamentos de purificação, tais como vícios de qualquer espécie. Os baianos são o elo de ligação dos guias à Terra. Osboiadeiros cuidam da harmonia entre os médiuns durante os trabalhos.

14. O que são os boiadeiros?

Entidades responsáveis pelo bom andamento dos trabalhos e por tornar o grupo mediúnico harmonizado entre si. São conhecidos também por oguns, guardiões, vigilantes (dentro da literatura espírita, vistos em Nosso Lar, de AndréLuiz e outros).

15. O que é um ponto riscado?

Já vimos que o ponto cantado auxilia na sintonia mental com a linha vibratória que estamos invocando. O ponto riscado identifica a origem da entidade, quais os seus domínios e a quem é subordinada. Risca-se com a pemba.

16. Orixá é entidade?

Segundo os pesquisadores, não. Um Orixá é energia vinda de um elemento primordial. Existem entidades que trabalham com essas energias e são especializadas nelas. São com tais energias que osumbandistas trabalham. Assim, mesmo que a entidade se identifique como Oxóssi ou Odé, não é o Orixá em si, mas está se identificando em sua linha vibratória. Isso explica porque pode, em um mesmo trabalho ou simultaneamente em vários locais, haver entidades com o mesmo nome.

17. Existem proibições alimentares a filhos do mesmo santo?

Por uma questão de formação básica dos corpos, de afinidade das entidades, as proibições existem. Daí os africanos criarem as muitas lendas, tão conhecidas no Candomblé. Os filhos de Oxalá,tenho visto, têm verdadeira indigestão com oazeite-de-dendê. As entidades chamadas do Oriente detestam quando seus médiuns ingerem, no dia de trabalho, carnes vermelhas e alimentos picantes, sob a explicação do excesso de fluidos pesados que ficam no corpo do médium, sendo necessárias verdadeiras limpezas espirituais e físicas, antes da incorporação.


18. Umbanda é religião cristã?

Em seus princípios (leis de Umbanda), há a crença em um Deus único e a caridade desinteressada, visto nos mesmos princípios do Evangelho de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Jesus, por sua vez, ocupa seu lugar nas preces como o divino coordenador ou mesmo na figura excelsa de Oxalá, sendo Deus, Ifá (1). Por que, então, não considerá-la cristã?


19. O que são quiumbas?

Seriam os espíritos de mortos sem luz ou esclarecimento, escravizados pelos seus próprios sentimentos em grande ódio e revolta. São as levas de obsessores existentes na espiritualidade, que induzem idéias maléficas aos vivos, apreciam fingir que são entidades iluminadas, quando não o são. Da mesma forma, são os verdadeiros executantes da magia negra e os vampiros do astral.

20. E os mortos?

Não são Orixás, podendo se tornar um guia, Exu, auxiliar ou anjo, de acordo com sua elevação espiritual. São chamados de Eguns.

(1) Ifá, segundo os mitos, teria sido o primeirobabalaô (adivinho) e é confundido com a própria figura de Orunmilá, por alguns autores.

Para outros, Orunmilá seria Deus. Na realidade, Deus é conhecido como Olodumare ou Olorum(na mitologia iorubá) ou ainda Zambi (na mitologia banto). Orunmilá é um Orixá/Imolê da categoria dos funfun (Orixás brancos).(Nota da autora).

21. O que é amaci?

Banho purificatório na cabeça, feito com folhas, flores, mel, perfumes e outros, de acordo com orientação dada pelo diretor dos trabalhos. Sua finalidade é auxiliar na incorporação e assentar” a mão do guia espiritual.

22. O que é amuleto e talismã?

Nada mais é do que um objecto magnetizado. O amuleto serve para afastar fluidos pesados, alguns exemplos são: medalhas, figuras, imagens, inscrições ou objectos variados. O talismã serve para atrair bons fluidos. O patuá seria um dos mais populares amuletos, feito com material preparado, costurado em tecido, sob a forma de saquinhos, papel, etc.

23. O que é Aruanda?

Lugar onde moram os Orixás e as entidades superiores. No Catolicismo é o Céu. No Espiritismo são as colónias espirituais.


24. O que é uma oferenda?

Na Umbanda trabalha-se com os quatro elementos da Natureza: água, fogo, terra e ar, como matéria-prima básica. Manejados convenientemente, por entidades especialistas, promovem o equilíbrio, o descarrego, a harmonia. Na Umbanda, em respeito à Natureza, nada pode ser retirado sem uma restituição ao elemento básico. Muitas vezes, ao entregar-se determinada oferenda, por afinidade fluídica, a mesma fica saturada dos fluidos densos retirados do solicitante, pelas entidades. Assim, os Exus utilizam o álcool com fins de evitar os vícios no médium; o dendê, para evitar a desordem psíquica; a farofa, para trazer bens materiais (alimentação); a pipoca, para atrair doenças cármicas dirigidas ao médium.

25. Existe o feitiço?

Infelizmente, sim. São trabalhos feitos pelaquimbanda com fins de prejudicar alguém, perfeitamente lógicos, dentro do ponto de vista magnético.


26. Pode-se evitar o feitiço?

Já vimos no conceito de magnetismo que, dependendo da sintonia que vibre em cada um, pode-se assimilar o feitiço ou não. Nesses casos, quando a pessoa tem “um santo forte”, ou seja, vibra em frequência mais elevada, a onda do mal emitida tende a ricochetear e, muitas vezes, retorna a quem o emitiu, que, na realidade, vibra nessa faixa, pelo simples fato de Ter desejado o mal.


27. Qual o valor das palavras na Umbanda?

A palavra, no Antigo Egipto, era sinónimo de criação. Tanto é verdade, que uma palavra exprime uma idéia. Uma idéia, um pensamento. E um pensamento é onda que é emitida. Daí usar-se algumas palavras que exprimem complexos sentimentos carregados de amor, nos trabalhos de Umbanda. São os conhecidos mantras, na Índia.

28. O que é um ritual?

É um processo gradativo, onde se utilizam acessórios, os mais diferentes possíveis, até ser atingido o clímax desejado. Na verdade, assemelha-se a uma subida em uma escada, degrau a degrau, frequência a frequência, até a sintonia com as falanges desejadas, cujos objectivos podem variar sobremaneira.

29. Existe maldição ou praga?

Seria a mesma explicação dada na questão 27. As famosas pragas de mãe e madrinha nada mais são que palavras emitidas com poderoso influxo magnético acolhidas e re-alimentadas por quem as recebe, em baixo padrão vibratório. Como todas as coisas já vistas, o que pode repelir todas as coisas dirigidas ao mal é a elevação do pensamento, do teor vibratório, rechaçando por não afinidade magnética.

30. Há nomes que não devem ser ditos na Umbanda?

No Candomblé, o nome Xapanã, por exemplo, não deve ser pronunciado. No Sul do país popularizou-se, inclusive, abafando os nomes de Omolu e Obaluaiê, comuns no resto do país. Cada letra possui um som. Cada som produz uma frequência. A soma das letras produz um nome que poderá, ou não formar uma melodia harmoniosa do ponto de vista espiritual. Todavia, antes de mais nada, não produz efeitos desastrosos se comparados ao teor de pensamento que exprime a palavra.

31. Por que é tão comum colocar-se, na magia negra, objectos dentro de colchões, travesseiros, cobertas ou escondidos dentro das casas?
No primeiro caso, na tentativa de o objecto magnetizado ficar, o maior tempo possível, em contacto com a pessoa visada. No segundo, para continuar irradiando, o maior tempo possível, sem ser descoberto no ambiente.


32. O pensamento tem cor?

Por incrível que pareça, tem. Segundo Ramatis:

“A qualidade do pensamento determina-lhe a cor; a natureza do pensamento compõe-lhe a forma; e a precisão do pensamento determina-lhe a configuração exata”. (Magia de Redenção, página 64, citado na bibliografia).

Dependendo da intensidade do mesmo, podem-se criar as conhecidas formas-pensamento, citações estascom volume, cor, som, verdadeiros marionetesespirituais de quem os criou. Na maioria das vezes, exprimem o verdadeiro interior de cada um, visíveis pelos guias que as analisam. São percebidas, também, pelos médiuns videntes e, muitas vezes, confundidas com entidades.

33. Por que é tão comum despachar-se objectos em água corrente?

Sabemos que a água é um dos mais poderosos elementos da natureza, no que se refere a sua capacidade de excelente condutor de electricidade e fluidos quaisquer, sendo um poderoso solvente. Ao atirar-se o objecto saturado, a água de imediato absorve esse teor magnético, levando-o para longe do enfeitiçado (ou aquele que quer desvincular-se de objectos imantados). Assim, quebra os vínculos que antes existiam, por proximidade ou assimilação do dono.

34. E água fluida?

É digna de um livro sobre o assunto, tal sua complexidade e utilização. Já vimos que a água é um solvente magnífico, por sua formação molecular e magnética de elevado poder. É usada amplamente pelos marinheiros no tratamento de perturbações psíquicas e vícios. A água fluida nada mais é do que um veículo preparado com elementos espirituais e da natureza, saturada por hábeis manipuladores do astral, com fins terapêuticos. Pessoalmente, já tive a oportunidade de acompanhar os trabalhos de um preto-velhoque, preparando vidros de água fluida, curou indivíduos minados de vícios de toda a espécie.


35. E o Sol? Por que há trabalhos antes e depois do entardecer?

A vida terrestre gira em torno do Sol. Sua radiação magnética de calor e luz são conhecidas. As de carácter espiritual, muito pouco. São nesses horários, antes e depois do pôr-do-sol que observamos a maior intensidade de raios infravermelhos (verdes, no plano espiritual) capazes de dissolver, especialmente, as formas nocivas de trabalhos dirigidos ao mal.

36. Por que se utilizam de unhas e cabelos da vítima em trabalhos?

São os conhecidos “endereços-vibratórios”, tão citados em obras. Por trazerem em si idêntico magnetismo da pessoa visada, servem, no plano espiritual, como verdadeiro roteiro para encontrá-la. Um exemplo são os médiuns que, tocando objectos pertencentes a alguém, localizam vítimas, locais, ou descrevem o portador com detalhes, o que fazia e sentia.

37. E as benzeduras?
Nada mais são do que passes magnéticos. Nossospretos-velhos eram eficazes, assim como nossos índios. Utilizam-se de metais (tesouras, facas, excelentes condutores de electricidade), água, ervas, saliva, etc. como condutores desse magnetismo curativo.

38. E os quebrantos? O olho-grande ou gordo?
Funcionam similar às pragas. Há pessoas que, de baixo teor espiritual e magnético, emitem algumas sem o desejar, poderosos feixes de carácter nocivo, capazes de matar plantas, animais ou causar mal-estar em pessoas. Desde criança ouvia uma história de um galo, muito bonito, vítima desse tipo de enfeitiçamento verbal, morto imediatamente após Ter sido emitido pela pessoa que o admirou.

39. E as figas, cruzes, elefantes de gesso e outros?
Objectos os mais variados possíveis em todo o mundo, tornam-se populares como “quebradores” de olho-grande. Ao serem colocados em locais visíveis, alguns preparados para dissolver descargas negativas, são a primeira coisa a ser vista por aqueles portadores desse tipo de magnetismo pesado, recebendo, em primeiro lugar, a descarga do mesmo. Ou seja, viram objectos de “descarrego” da limpeza, absorvendo ou dissolvendo tais vibrações na entrada das residências.
Todos esses objectos e práticas auxiliam muito como paliativos, no teor magnético existente nas casas. Todavia, o mais importante é o tipo de ambiente que é criado pelas mentes que ali habitam. Se não, tornam-se inúteis ou de muito baixa influência.


40. Por que se sintam as figas de vermelho e outros objectos, na Umbanda?

Na escala de cores, cada qual possui uma frequência específica. O vermelho, entre as cores visíveis por nossos olhos, possui a mais baixa, de teor mais pesado, em comparação com as demais. As entidades das zonas umbralinas, do “inferno”, como são chamadas essas regiões no plano astral, costumam vestir-se de vermelho, cor enervante, sanguínea, que exprime as paixões inferiores, como nos cita André Luiz, na obra Libertação. Dentre as cores, misturadas, é a que primeiro chama a atenção, tal qual um perfume forte. Daí ser escolhida para trabalhos ou usada pelas entidades que se utilizam dos fluidos mais pesados, como vestuário, na espiritualidade.

41. E os objectos de cera, e as velas?

A cera natural, vinda das abelhas, é impregnada dos fluidos existentes nas flores, em grande quantidade.
Este elemento, vindo da natureza, é utilizado na prática do bem e do mal como matéria primapoderosa para somar-se com os teores dos pensamentos, tornando eficaz o trabalho e o objectivo ao qual se propõe. Comparada a uma bateria, uma pilha natural, a cera sempre foi utilizada em larga escala na magia.


42. E a vela?
É considerada, na espiritualidade, como uma das melhores oferendas por Ter, em sua formação, os quatro elementos da natureza activos, desprendendo energia. O fogo da chama, a terra (através da cera), o ar aquecido queimando resíduos espirituais.
O umbandista não deve, jamais, retirar nada da natureza sem deixar, ao menos, uma vela para repor aos elementais o fluido retirado do seu ambiente, em profundo respeito à criação divina.
43. E os elementais?

Sem eles a Umbanda não existiria. São entidades primárias, quase infantis na espiritualidade, sempre dirigidas por entidades superiores, habitando um dos quatro elementos. No fogo, as salamandras que trabalham na área relacionadas ao amor, ao sexo, à amizade, à agressividade e protecção. Na terra há vários, sendo os mais conhecidos os gnomos, cuja actividade relaciona-se ao trabalho, à criatividade, à perseverança e aos bens materiais. As ondinas, nas águas, actuam na sabedoria, na doçura, nas actividades espirituais e mediúnicas. No ar, os silfos, ágeis e inquietos, dominam as áreas da saúde, da cura e do equilíbrio físico e mental.
Todos eles participam dos trabalhos umbandistascomo auxiliares valiosos e nas outras doutrinas e religiões, muitas vezes, em discreto anonimato.


44. E os elementares?
São diferentes dos elementais. São entidades muito primitivas em situação intermediária entre o animal e a racionalidade. Dirigidos por entidades, colaboram na limpeza, na guarda, tomando formas as mais variadas possíveis. São colaboradores dos Exus e boiadeiros, principalmente.

45. E a aura humana?
Sem ela fica muito difícil compreender a origem das energias existentes no magnetismo humano, principal responsável nos fenómenos do mau-olhado, do passe, na imantação dos objectos. É resultante da mistura e união das energias caloríficas e luminosas do sol, dos minerais subterrâneos, da radiação atómica na natureza, da água ingerida e da assimilação de energias de outros corpos, tais como plantas, animais e o próprio homem. Irradia, em torno do corpo físico, uma luminosidade que, pela análise de cor, varia do tom mais brilhante que, pela análise de cor, varia do tom mais brilhante ao mais escuro, se doente. É distinta da aura existente no duplo etéreo (perispírito, Ba egípcio, duplo, etc.), que é o elo de ligação semi-material do espírito ao corpo físico. Pelo teor dos pensamentos e sentimentos do espírito, varia dos tons azulados e dourados, mais sublimes, aos tons avermelhados e escuros das paixões inferiores e doenças espirituais. O tamanho da aura do duplo etéreo varia em proporção ao grau de elevação espiritual do indivíduo.

46. E as crendices?

Onde há fumaça, há fogo, diz o ditado popular. Há crendices verdadeiras e falsas. Quando muitos dizem que determinada actividade é correcta, deve-se analisar os fundamentos do ponto de vista científico e espiritual. Ou seja, devem ser analisadas friamente, sem serem repetidas, mecanicamente, sem discussão prévia. Certa vezouvi que determinada imagem, dentro de casa, produziria efeito negativo na sexualidade feminina e coisas do género. Já falamos repetidamente que o que vale são os pensamentos e a magnetização dos objectos. Como foi comprovado, mais tarde, a dita imagem nada produziu de negativo, muito pelo contrário.


47. Por que se fala tanto em arruda, guiné e outras ervas?

São ervas que, pela utilização popular e orientação espiritual, ficaram muito conhecidas. As ervas, ao crescerem, absorvem as radiações do Sol, da Lua, dos minérios, enfim, de toda a natureza, e dos elementos espirituais, à semelhança da aura humana. A arruda é conhecida por murchar e secar em casas, terrenos ou regiões onde há abundância de fluidos danosos. Um verdadeiro termómetro da natureza.

48. E defumação?

Nada mais é do que plantas que, com todo o magnetismo absorvido da natureza, ao serem queimadas e suas emanações dirigidas por entidades encarregadas da purificação de ambientes, diluiriam fluidos pesados ou atrairiam boas vibrações. Usam-se desde a tradicional arruda ou outras ervas, cascas de alho, açúcar, resinas aromáticas, etc.

49. Por que incorporar Exu ou Pombagira?

É comum ouvir-se frases do tipo “deve-se deixar vir o povo de rua para `desamarrar’ a vida”. Ao incorporar um Elebara (Exu ou Pombagira), o médium é alertado conscientemente ou inconscientemente para não desenvolver os seus piores instintos ou evitar que esses comandem suas vidas. Pela assimilação magnética, osElebaras costumam carrear excessos de fluidos pesados. Ao incorporar, no médium, em franca operação de limpeza, diz-se que “carregam” ou “assumem” parte do carma do mesmo, desta forma. Esclarece-se que eliminar o carma é impossível, mas aliviar o destino que daremos a nossas vidas é perfeitamente viável. Por isso, podemos afirmar que minimizam, reduzem, aliviam acidentes, minoram doenças, criam convicções de boa conduta e correção de caráter. São verdadeiros faxineiros do astral e preciosos amigos.
Devido a seu caráter zombeteiro e brincalhão, alguns “pedichões” de oferendas, por falta de esclarecimento dos guias e médiuns, são vistos de soslaio com muita desconfiança nas casas ditas “não-cruzadas”, ou seja, onde não há trabalho específico dos Exus com o público (giras) e sacrifícios. São, infelizmente, muito confundidos com obsessores, arruaceiros, entidades “primitivas” e “ignorantes”, como são chamados. O que podemos dizer é que se deve observar o conteúdo das mensagens dessas entidades, o comportamento, o comprimento das promessas (sobretudo, o aval dos guias), conduta da casa e do grupo mediúnico, naqueles parâmetros do bom senso. Não devem ser temidos, mas respeitados.
Em suma, pode-se afirmar que os Exus garantem, assim, muito maior protecção, uma vida menos problemática, um salutar vínculo de amizade criado entre trabalhadores de ambos os lados da espiritualidade.

50. Ouve-se muito falar nas fases da Lua propícias a trabalhos. No que se fundamenta?

A ação electromagnética da Lua é conhecida desde a mais remota antiguidade nos fenómenos das marés, na germinação e crescimento das plantas, na poda de plantações, na fecundação dos seres, nas alterações de humor e um sem-número de fenómenos. Já que se trata de trabalhos, com fins quaisquer, é natural que se escolham dias em que a força electromagnética da Terra, sob a influência lunar, crie um ambiente mais propício ao crescimento, ou não, do teor magnético nocivo ou benigno desses mesmos trabalhos.

51 Afinal, qual a diferença entre Exu e quiumba?

Os quiumbas são malfeitores do astral, avessos ao bem e altamente perturbadores. Tanto que há concordância entre autores quanto ao fato de serem eles os verdadeiros executores dos trabalhos destinados ao mal. São os costumeiros “encostos” ou “rabos de encruza”.
Fazem-nos pensar que muitos quiumbasmistificam, fingindo, em casas desatentas, seremExus ou até mesmo Orixás, com fins de alcançar seus objectivos.

Os Exus, não. São eles que desmancham os trabalhos de magia negra, transportando magneticamente as mazelas, as dores e doenças físicas e espirituais, aliviando carmas. AlgunsExus, por estarem ainda no início de sua evolução, como trabalhadores do bem, necessitam orientação e doutrina, tanto pelo médium como pelos diretores dos trabalhos (cacique, chefe oubabalorixá) e devem ser colocados na disciplina da casa. Daí temos os Exus orientados, que não pedem sacrifícios, com oferendas mais simples, e aqueles que não tiveram uma colocação correta, que se acostumam com extravagâncias e exigências repletas de vaidades humanas.


52. Por que os Exus aparecem nas imagens em formas tão assustadoras?
Foi-nos explicado em uma consulta com entidades de sua linha. Os Exus costumam tomar tais formas como meio de impor respeito e medo a espíritos inferiores (quiumbas) e, desta forma, facilitar o controle e vigilância que obtêm sobre estas mentes vinculadas ao mal, para que não perturbem trabalhos ou até mesmo lares e locais.

53. O que é Umbanda de Branco, Umbanda Branca ou de Cáritas?
Na verdade, varia infinitamente, de casa para casa.
Mas seus fundamentos básicos são que algumas casas recusam-se a trabalhar com giras de Exus, por considerá-los indisciplinados e só trabalharem com sacrifícios sangrentos, coisas que já sabemos incorrectas, apesar de serem idéias muito confundidas.
Existem sete falanges, dominadas por Orixás,Yorimá (Pretos-Velhos) e Yori (Crianças). Na legião de Iemanjá haveria Orixás comandando suas subdivisões, tais como Oxum, Iansã e Nanã. Em alguns locais, os Orixás não “descem” pessoalmente, mas são representados por Pretos-Velhos (antigos escravos), Caboclos (indígenas) e espíritos de Crianças (entidades evoluídas que se apresentam sob a forma infantil). Há rituais em matas, praias, pedreiras, cachoeiras, etc. Nela foram abolidos rituais com sangue (sacrifícios) e magia negra.

54. O que é Umbanda Cruzada?

Chamada de Quimbanda pelos umbandistas (ditos de linha branca) e macumba, os seus trabalhos ou feitiços. Cultuam de dez a doze Orixás, dependendo da nação africana de origem, sendo que os Orixás “descem” pessoalmente, podendo haver, ou não, giras de caboclos e pretos-velhosem outros dias, intercalados. Fazem comidas (oferendas) mais elaboradas que na Umbanda Branca e sacrifícios animais. Nela é comum o jogo de búzios e rituais assemelhados ao Candomblé, feitos pelo pai ou mãe-de-santo ou babalorixá ouyalorixá. O vestuário é elaborado, há toque de instrumentos (algumas casas de Umbanda Branca aboliram), seu cerimonial e ritualística possuem maior quantidade de preceitos, proibições equizilas (proibições alimentares).
Cultuam-se, obremaneira, os Orixás ligados à morte e aos cemitérios, fonte energética de muitos trabalhos de magia negra, como Xapanã(Omolu ou Obaluaiê), Exu (Elebaras) e Iansã como dominadora de Eguns.


Fonte: Texto recebido pelo grupo 7elementos.