Powered By Blogger

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Depende de quem a sente




O que é Umbanda?
É força, é garra
É luta, é constância
É união, é fé
É amor, é alegria
É calor, é razão
É luz, é energia
É lógica, é paixão.
É saber e entender que nunca se sabe nada.
É viver como um eterno aprendiz.
É entender que viver a Umbanda não é estar na Umbanda.
É sonhar sem se deixar perder em sonhos.
É doar sem querer receber.
É olhar e enxergar além do que pode ser visto.
É lutar sem mesmo saber qual é a batalha.
É amar incondicionalmente.
É fazer brilhar sem ser uma estrela.
É sentir sem precisar ser tocado.
É reconhecer que errou e saber pedir desculpas.
A Umbanda é simples, mais é preciso viver cada dia dentro dela como se fosse o primeiro.

A Umbanda é luz! Xeuê Babá!
É transparente como a água do mar! Odoiá!
É firme como a rocha! Kaô!
É constante como o rio! Ora ie ieu!
É livre como o vento! Eparrei!
É farta como a mata! Oke Bamba!
É energia, é troca de calor! Ogunhê!
É eterna como a terra! Atotô!

Assim é a Umbanda de quem não a rotula e a tem na alma, mas lembrem-se, para alguns pode não ser tão simples assim, depende de quem a pratica e de quem a sente em sua alma.
Para alguns a Umbanda pode ser sua maior inimiga.

Cigana Esmeralda
Poema de Exu (Jorge Amado)

Não sou preto; branco ou vermelho; Tenho as cores e formas que quiser; Não sou diabo nem santo, sou Exu; Mando e desmando; Traço e risco; Faço e desfaço; Estou e não vou, Tiro e não dou; Sou Exu; Passo e cruzo; Traço, misturo e arrasto o pé; Sou reboliço e alegria; Rodo, tiro e boto; Jogo e faço fé; Sou nuvem, vento e poeira; Quando quero, homem e mulher; Sou das praias, e da maré; Ocupo todos os cantos; Sou menino, avô, maluco até; Posso ser João, Maria ou José; Sou o ponto do cruzamento; Durmo, acordo e ronco falando; Corro, grito e pulo; Faço filho assobiando; Sou argamassa; De sonho carne e areia; Sou a gente sem bandeira; O espeto, meu bastão; O assento ? O vento; Sou do mundo, nem do campo; Nem da cidade; Não tenho idade; Recebo e respondo pelas pontas; Pelos chifres da nação; Sou Exu; Sou agito, vida, ação; Sou os cornos da lua nova; A barriga da rua cheia; Quer mais ? Não dou; Não tou mais aqui!
GUARDIÃES

Uma energia da natureza. Ser elementar e Guardião das fronteiras que separa o mundo inferior do superior. Polícia de choque que persegue, prende e leva para os campos de orientação espiritual os espíritos perversos, que semeiam a discórdia, o ódio e a vingança entre os homens. Elo entre o ser humano e os Guias maiores, é ele que leva seus pedidos até eles, e cumpre severamente suas determinações.

Guardião não é mal, ele é justo, fazendo cumprir a lei divina de "ação e reação" ou "lei do retorno".

O ser humano tem consciência do que é certo e do que é errado, mas age em desacordo com as leis divinas que, em um de seus mandamentos diz "Ama teu próximo, como a ti mesmo". O homem não cumpre esta lei, age por impulso e consciente do que faz, semeia a tristeza e a dor nos corações inocentes, direcionando esta energia somente para a maldade, esquecendo-se que existe no Universo a lei que chamamos de "Lei do Retorno".
Muitos trabalham com entidades trevosas, que, ludibriando médiuns desesperados e despreparados, se passam por Guardiães e praticam todos os tipos de atrocidades. As pessoas que trabalham com tais seres não passam de "Adeptos do Mal", que cegos pelo egoísmo e pelo desejo do poder, seguem fielmente suas ordens, não sabendo eles que o submundo os espera. E grande vai ser a surpresa, quando se sentirem arrastados por estes habitantes das trevas.
Os seres a que me refiro acima, são Espíritos que ao longo de suas encarnações contraíram Karmas pesadíssimos, com a maldade que semearam e ainda semeiam. Conscientes dos seus erros se afundam nos poços fétidos dos Umbrais, arrastando consigo adeptos do mal que estarão sempre aos seus serviços, como se escravos fossem.
O verdadeiro Guardião possui grandes legiões de entidades que trabalha sob seu comando e, como ele, lutam para evoluir. São espíritos que já encarnaram, mas vivem ligados a matéria e, por isso, ainda sente algumas necessidades.
Quando pedimos a um Guardião para que o mesmo desmanche um trabalho de "Magia Negra" contra alguém, ele entrega este pedido aos espíritos que desmancham a Magia causadora do mal. Esses espíritos prendem as legiões que praticaram tal ato e as leva para o Guardião, que os envia para os campos de orientação espiritual. Assim, o Guardião evoluí e com ele as entidades que trabalham para o bem. Dia chegará em que não mais precisarão de tais trabalhos, porque passarão para uma nova etapa da evolução espiritual.
O Guardião está num estágio de evolução a que se submete as leis divinas, no qual é incumbido de cobrar ou resgatar os débitos de seres que estão na terra e dos que já estiveram na condição humana, a fim de alcançar no fim deste estágio um novo grau evolutivo dado por Deus aos seres do Universo.
Se a humanidade varresse do Planeta a maldade que ela mesma semeou, e ainda semeia, o Guardião certamente iria para outros mundos cumprir sua missão, que é a de cobrar de cada ser do Universo e do mundo espiritual a maldade praticada que sempre se transforma em Karma. Mas o homem ainda não amadureceu para esta verdade.
Um Guardião é protetor. Guardião (origem africana) é o símbolo da fecundação e desenvolvimento. Carinhosamente tratado como "Compadre", amigo íntimo e sempre presente para defender seu protegido.
Não se pode de forma alguma relacionar os espíritos obsessores aos Guardiães, que realmente existem e viveram encarnados na Terra.
Não se pode confundir de forma alguma os Guardiães com o "Diabo", "Satanás", "Capeta"..., os quais não existem e foram criados por outras religiões.
Os Guardiães são orientados por Guias (Caboclos e Pretos Velhos) e trabalham como intermediários entre os Guias Maiores e os homens em missão do bem para a humanidade. Formam numerosas falanges, todas lideradas por grandes chefes agindo no nosso mundo.
São criaturas como nós, já tendo encarnado e desencarnado na Terra por muitas vezes. Muitos exerceram aqui no mundo os mais altos postos e posições, por seu saber e inteligência, ou mesmos, os postos mais humildes e sem instrução e conhecimento algum , onde cometeram grandes males, provocaram guerras, mas hoje, no espaço, esses sofredores orientados, buscam se regenerar.
Por suas condições, os Guardiães são usados, digamos assim, pelos guias maiores para levar a justiça onde for preciso, dai atuarem também no "terreno do mal", no sentido exceto da palavra, pois é a justiça do alto em ação, funcionando contra os perversos, os injustos, os desonestos, enfim.
Quando são bem recebidos, amados e respeitados, pelas suas vibrações poderosas, eles realizam trabalhos maravilhosos de curas, dão conselhos edificantes, praticam enfim o bem, semeando o eterno amor. São sublimes as suas realizações e sua atuação dentro da Umbanda prestando caridade, isso é constante.
O clima que eles criam, de puras e sadias vibrações, beneficiam a todos os presentes, proporcionando-lhes alegria e contentamento. Infelizmente, devido à cobiça ou a ignorância de muitos que os conhecem mal, chegam a considerá-los maus, interesseiros e vingativos.
As pessoas que andam certas na vida não devem temê-los, porque eles são justos e mesmos que essas pessoas desconheçam, serão protegidas por eles. Já os maus intencionados, os corruptos, os perversos, os interesseiros, os malfeitores... esses devem se preocupar, eis que estarão na mira da "lei do retorno" ou da "lei da ação e reação".
Tal como nós, também um dia penetrarão na senda do amor, onde milhares deles já se encontram marchando rumo à perfeição, pois como tudo na natureza, na criação divina, também estão sujeitos a eterna lei da evolução, que conduz a felicidade eterna e verdadeira.
O Guardião é quem orienta os trabalhos práticos, abrindo as cerimônias, sentinela e protetor do Centro. Os trabalhos dos Compadres, suas provas assombrosas de força e poder, suas curas maravilhosas nas enfermidades dadas por incuráveis, nos mostra sua beleza de intenção.
Toda pessoa tem o Guardião particular, responsável pela força necessária ao seu desenvolvimento.
O vermelho e o negro são suas cores representativas. O negro representa todo o culto em potência, sem diferenciação, sendo o primeiro elemento que dinamiza o culto e permite que ele se manifeste. Por coincidência, ou não, no espectro visível do olho humano, vermelho é a vibração de menor frequência, abaixo do nível da qual tudo é negro, ausência de luz.
Sendo o senhor dos limites, inclusive no horário, seu momento mais próprio não poderia ser outro senão a fronteira entre os dias, isto é, a meia-noite.
Existem Guardiães da terra, do fogo, da água e do ar, bem como, nas combinações desses elementos e nos estados de transição entre eles, incluindo os cemitérios. Tem a encruzilhada em "X" como seu local de força, por ser dominador de todos os caminhos.
Através do tempo, o Guardião poderá atingir graus de evolução espiritual enormes, de tal forma que poderão passar a integrar as falanges dos Caboclos e dos Pretos Velhos, praticando somente o bem, pelo simples prazer de praticá-los, porém não mais como Guardião, mas sim como Caboclos ou Pretos Velhos.
Conversando sobre a Umbanda

Umbanda é prática da Caridade. Mas Caridade não é colocar as pessoas no colo e resolver os problemas delas. Caridade não é apenas consolar, mas também Esclarecer.
E a Umbanda para isso, coloca inúmeras ferramentas energéticas, magísticas, espirituais e conscienciais a nossa disposição. Nós umbandistas temos o dever de repassar essas ferramentas, de fazer com que não apenas os médiuns e integrantes da corrente conheçam as “mirongas de Umbanda”, mas de forma simples e prática, devemos também repassá-las para que a assistência para que ela também se beneficie, quebrando sua dependência em relação aos guias.
Umbanda é Esclarecimento. Pois ela também nos Esclarece em relação ao mundo espiritual, as leis karmicas, de afinidades, a respeito dos Orixás e da família espiritual de cada um e do nosso papel perante todas essas diversidades.
Tantos são os assuntos que poderiam ser ventilados dentro dos terreiros para melhor desenvolvimento pessoal de cada um, pena que a maioria dos umbandistas estão mais preocupados com os fenômenos e com a manifestação física, esquecendo de se voltar para a filosofia espiritualista para sua doutrina que está no âmago e na sustentação da religião de Umbanda.
As pessoas insistem em ficar culpando a espiritualidade por suas condições pessoais, buscando jogar a culpa nos “Diabos”, mas esquecem que o verdadeiro “diabo” não é rabudo e nem tem chifres. Não é vermelhinho, nem anda com tridente algum. No entanto, espeta como ninguém, principalmente quando usa a auto-culpa das pessoas como meio comum para suas estocadas ocultas.
O verdadeiro diabo não é ostensivo, pelo contrário, é discreto demais, mas é radical em seus propósitos. Ele age na calada oculta do ego, sempre estimulando as reações extremadas, mesmo aquelas disfarçadas de causas justas, ou aquelas revestidas de aparente raciocínio crítico. Ele gosta dos corações empedernidos no ódio e das mentes ressequidas de orgulho.
O verdadeiro diabo não criou inferno algum, pois ele já o encontrou plasmado dentro das pessoas cheias de medo e culpa. E, para sua própria surpresa, descobriu que o tal inferno não é um lugar, mas um estado de consciência, mantido pelas próprias pessoas. E ainda mais: descobriu que ali não é quente, pelo contrário, é um clima sombrio e frio, sem o calor da luz e sem o viço da alegria.
Pois é, o inferno é um estado de consciência, e o diabo não é uma entidade maléfica à parte do ser humano, nem mesmo um ser criado por Deus. Não mesmo!
O verdadeiro diabo se chama IGNORÂNCIA, e as pessoas o adoram, principalmente os fundamentalistas de qualquer área, seja religiosa, técnica ou espiritualista, que simplesmente são os seus maiores divulgadores.
Esse é o diabo que precisa ser exorcizado dos homens: a ignorância em qualquer de suas manifestações.
Cuidado pois a SABEDORIA pode também se tornar ignorante. È isso mesmo a majestosa sabedoria, que é o acúmulo de conhecimentos vivenciados, através de uma nova personagem que é a VAIDADE pode se tornar sim ignorante.
O Poder da vaidade é tamanho que quando iniciamos em uma nova trajetória de conhecimento e chegamos num determinado momento dessa aprendizagem, começamos a pensar se devemos continuar e desvendar os objetivos daquele ensinamento ou se não já sabemos o suficiente e devemos parar.
Mas qual é o papel da vaidade senão proteger-nos de uma sabedoria que, se atingida, nos dará a capacidade para reconhecê-la, transferindo para nosso consciente o saber de como reconhecer atitudes de pura vaidade, tanto as nossas e quanto as das outras pessoas.
Não subestime sua vaidade! Na maior parte do tempo acreditamos que a controlamos ou mesmo que não a possuímos. Mas o que é isso senão a vaidade de não nos vermos como pessoas soberbas.
Quando somos obrigados a abandonar algo, que reconhecemos como fonte de algum prazer, alegando, por exemplo, que não temos interesse, é a vaidade novamente salvando-nos, ao satisfazer o inconsciente com a falsa percepção de que não carecemos desse prazer e, por isso, não continuamos adiante. Nesse momento, a vaidade troca a batalha da sabedoria que nos impulsionaria a encontrar formas para atingir aquele prazer, direcionando-nos diretamente para as glórias da ignorância que nos permite “imaginar saber” como seria desfrutar daquele prazer.
Mas, ter sabedoria é bem diferente de obter informação, pois, enquanto a informação se resume em quanto conteúdo que alguém pode assimilar sobre um determinado assunto, mesmo sendo este conteúdo fruto a sabedoria do outro; a sabedoria, na realidade, representa o processo psíquico que organiza de forma racional qualquer fato, acontecimento, informação ou pensamento, permitindo que nós mesmos reconheçamos seu conteúdo, e o colocamos em prática no nosso dia-a-dia.
Por sua vez, a ignorância é bem diferente de desconhecimento, pois, enquanto o desconhecimento representa apenas tudo àquilo que ainda não foi vivenciado ou apreciado por nossa razão, incorporando-se ao nosso inconsciente como conhecimento ou enquanto forma de saber; a ignorância é a consciência que temos da ausência do conhecimento.
Mas o que a vaidade tem a ver com tudo isso?
A vaidade surge em nossas vidas ainda na infância, quando passamos a ter a percepção de nós mesmos e com o tempo, enquanto evoluímos, ela evolui também. O problema é que a vaidade pode evoluir mais, ou menos, que nós mesmos evoluímos enquanto seres humanos e de forma “independente”, posto que a vaidade é fruto de nossa “psique”.
Ficou confuso! Mas, é isso mesmo! A vaidade evoluindo mais ou menos que nossa personalidade (nós mesmos), sempre influenciará nossas atitudes e, por ser “independente”, subjuga nossa sabedoria ou desperta nossa ignorância, evitando, assim, que atinjamos o saber, e passamos a barganhar com nós mesmos ofertas de um pouco de conhecimento ou algo que nos dê prazer.

Assim, a IGNORÂNCIA é a prisão da SABEDORIA e a VAIDADE sua fiel sentinela.
Então, esse é o momento de adquirir conhecimentos para transformar as experiências da vida em sabedoria, para assim vencer a ignorância e desfrutar de todo prazer que puder obter. Não desista ainda, pois se você chegou até aqui é porque seu inconsciente (sabedoria) está interessado em evoluir e, assim, poder tirar suas próprias conclusões com base no conhecimento (do saber) vencendo a ignorância (do desconhecimento).
Acredito que agora você já esteja conseguindo identificar a diferença entre possuir uma informação e ter conhecimento.
Quem nunca presenciou debates onde os participantes buscam primeiro defender seus pontos de vista de modo a sobressair aos do outro! Onde está o debate em torno do tema?
O que vemos aí é apenas a vaidade de cada um que, escondendo a ignorância, luta com os mais ardentes argumentos para que suas informações (desconhecimentos) não sejam vistas como inverdades (ignorância).
Infelizmente, nós criamos o hábito de valorizar, por pura vaidade, aqueles que, de alguma forma, mesmo que reprováveis, conseguiram alguma posição ou prestígio social, e quando fazemos isso, não nos damos conta de que nosso próprio esforço, conhecimento, realizações, etc, somente terão o reconhecimento merecido quando, de alguma forma, estivermos de outro lado, em igual situação.
Devemos aprender a valorizar o saber, o conhecimento. Um sábio acaba frustrando nossa vaidade, pois nos obriga a pensar para chegar às nossas próprias conclusões, mesmo com o risco de fracassar, ao passo que o ignorante apenas afirma o que já sabemos, dando-nos a falsa impressão de possuir tanto saber quanto ele, não nos acrescenta nada, mas acabamos nos sentindo valorizados. Vaidade, vaidade, vaidade... tudo é vaidade.
Lembre-se: Tem coisas que nenhum passe, nenhuma magia, nenhum banho ou defumação irá resolver. Mas talvez uma boa conversa, um bom livro ou apenas uma nova visão em relação à vida ou a situação possa ajudar a mudar.
A Umbanda está cheia de milagres e encantos, cheia de exemplos de superação, simplicidade e humildade. Mas esses milagres e encantos, esses exemplos são simples, acontecem a todo o momento, que acabamos por banalizá-los e não os percebendo. Faz-se necessário que deixemos nossa vaidade de lado, acabando com a ignorância, para que assim possamos seguir rumo a evolução proposta pela UMBANDA.

Então, escute, ouça, sinta... Seja um com Ele! Nisso reside todo Mistério.

Que Oxalá nos abençoe!

O Movimento Jovem Umbandista


Por Matheus Zanon Figueira

Começo por destacar o preconceito que nós umbandistas sofremos no nosso dia-a-dia. As brincadeiras de colegas de trabalho, de familiares, de amigos...
A expressão de incredulidade quando expressamos sem vergonha a nossa religião. Sim, eu sou UMBANDISTA! E pronto. Logo começa o rebuliço. E as perguntas fluem.
Admito e concordo que muitas dessas dúvidas são comuns e até consideráveis, mas é cada coisa que se ouve...
E a que devemos toda essa falta de esclarecimento? Todas essas dúvidas que seriam tão fáceis de serem explicadas? A falta de estudo!
Muitos acham que ser Umbandista é só chegar no terreiro, incorporar e pronto. Cumpri minha tarefa.
Mas a Umbanda também é estudo. Estudo para se entender o porquê do caboclo gritar, o porquê do charuto do Exu ou da água e da vela tanto usadas pelos Pretos Velhos. Estudo para se entender a nossa fé.
E aí chegamos a juventude. E sua eterna sede pelo saber (ou ao menos assim deveria ser...).
É fraca a presença e a participação de jovens nos terreiros de Umbanda. Talvez por falta de informação ou até por vergonha de serem taxados de macumbeiros.
Por quê será que os jovens esperam envelhecer para adentrar em um terreiro e às vezes desencarnam jurando que são espíritas e não umbandistas?
Por quê o medo e a vergonha do jovem levantar a bandeira da Sagrada Umbanda? De agradecer a Zambi e desejar a paz de Oxalá?
Sei que a nomenclatura não importa. Seja Deus, Alá, Zambi... Mas porque não usar a nomenclatura própria da Umbanda? Será que é tão difícil o jovem lutar para desmistificar a Umbanda?
A Umbanda é uma religião aberta que permite diversas interpretações. E isso acaba dificultando o estudo.
Estudo para se entender o porquê do caboclo gritar, o porquê do charuto do Exu ou da água e da vela tanto usadas pelos Pretos- Velhos.
Às vezes a corrente que você segue no seu atual terreiro não será a corrente (de pensamento) que será no próximo.
Não existe uma "bíblia" explicitando a prática e os conceitos da Umbanda. Isso varia de terreiro pra terreiro. Mas será que a troca de experiências não nos auxiliaria a compreender melhor a Umbanda?
Não estou propondo aqui uma estilização da Umbanda. Uma unificação de culto. Não!
O que digo é, unirmo-nos em uma frente para acabar com o preconceito, com a falta de estudo e compreensão. E poder oferecer esclarecimento para todos que se interessam por essa linda religião.
Isso é dever de todo Umbandista! Mas deveria ser um desejo especial o jovem. Lutar pela justiça!
Quantas barreiras impostas a Umbanda já não foram quebradas por uma geração anterior a nossa? E o que a nossa geração faz? Nós somos o futuro da Umbanda! Seremos nós que escreveremos os próximos 100 anos de nossa história como religião. Assim como no início.
Ou será que esquecemos que foi um jovem o aparelho utilizado para o advento da Umbanda? E que são os jovens, os jovens de espírito principalmente, que lutaram e lutam para que a nossa religião seja respeitada.
A Umbanda é juventude! Juventude com seu desejo de se impor sem agredir. A juventude com sua vontade de buscar e compartilhar conhecimento.
Então, avante filhos de fé!
Vamos buscar. Vamos partilhar. Vamos vivenciar.

Vamos ser UMBANDA!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Cientista ...para reflexao............

Um cientista vivia trancado em seu laboratório, procurando respostas para os problemas do mundo.

Certo dia, seu filho de sete anos invadiu sua sala, decidido a ajudá-lo. Impaciente, o cientista pediu que o filho fosse brincar em outro lugar, no entanto, sem sucesso.

Então procurou algum objeto que pudesse entreter a curiosidade do menino, logo encontrando o mapa-múndi impresso na página de uma revista.

Recortou o mapa em vários pedaços, pegou um rolo de fita adesiva e entregou tudo ao filho, dizendo:

- Você gosta de quebra-cabeças?

Então vou lhe dar o mundo, todo quebrado, para consertar. Veja se consegue fazer tudo direitinho.

Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa.

Porém, algumas horas depois, ouviu a voz do filho:

- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!

Incrédulo, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria uma mapa sem sentido. Mas, para sua surpresa, o mapa estava completo, com tudo em seus devidos lugares.

- Você não sabia como era o mundo, meu filho. Como conseguiu?

- Pai , eu não sabia como era o mundo, tentei consertar, mas não consegui.

Mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que, do outro lado, havia a figura de um homem. Então lembrei disso, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era.

Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.
INFINITA MISERICORDIA DE DEUS

Certa vez um zifio entrou no terreiro

e, então, foi logo pedindo a este nêgo:

“ Nêgo véio, o senhor me dá um amor?”

E nêgo, sorrindo,respondeu que o real amor não vem de nêgo,

mas de Deus, nosso senhor!!!

E o filho tornou a dizer pra nêgo:

“Mas eu estou sofrendo muito,

por que o senhor não me ajuda?”

E nêgo explicou que só recebe o amor

àqueles a quem o merecimento faculta.

Então o zifio respondeu que era uma boa pessoa,

que nunca fizera o mal a ninguém

e que não entendia o fato dele não ser merecedor;

e este nêgo, mesmo sem jeito, respondeu pro fio

que o amor só se recebe fazendo o bem:

pois só aquele que dá pode receber também.

E o zifio disse pra nêgo:

“Mas o senhor está falando de religião,

está falando de fazer a caridade,

por que ela nos leva a luz;

já eu falo do amor entre duas pessoas,

àquele que alegra o coração e que se divide à dois”.

Zifio, suncê é que ainda não entendeu nêgo,

pois nóis tamos falando da mesma coisa:

Pra alguns zifios que têm certos Karmas,

só mesmo fazendo a caridade para se merecer uma esposa.

“Pai velho perdoe-me, mas preciso perguntar-lhe algo:

o senhor diz estas coisas para que eu coloque o branco?

o senhor deseja que eu entre na corrente do terreiro?”

Zifio o branco não se veste, ele se conquista a cada dia;

Ele não é só uma cor, mas luz que ilumina a vida!!!

“Como assim Pai velho? Não entendi o que quer dizer!

Por acaso o senhor diz que eu não posso entrar no terreiro?”

Não zifio. Nêgo diz que branco é caridade;

É a luz da vida e do amor verdadeiro:

branco é reforma intima, é amar por inteiro!

Amar intensamente o parceiro, zifio

é ter um pouco de amor,

pois o amor pleno e incondicional,

só pode vir de Deus, nosso senhor!
Se suncê quiser botar o branco,

nêgo libera, não se acanhe e fique a vontade,

mas jamais o faça por interesses ligeiros,

junto com o branco zifio, vista a humildade.

“Pôxa Pai velho, que coisa!

O senhor quer dizer que não sou humilde?”

Longe de nêgo véio zifio!

Nêgo só explica que todo amor vem de Deus

e que Ele, como ensinou Jesus, é simples!!!

Ponha o branco se desejar,

entre pro terreiro se quiser,

mas não pra arranjar rabo-de-saia e casar:

apenas por que evoluir você quer!

Por o branco, necessariamente, não permite

que um filho de fé alcance tudo o que almeja,

pois a justa e a sábia Lei do Karma

só o permite receber aquilo que realmente mereça.

E como só a caridade pode atenuar esta lei sagrada,

por meio da Lei Maior e da Justiça Divina,

é que nêgo pede que suncê ponha o branco na alma

e que não tenha pressa de encontrar o “amor da sua vida”.

Até porque o amor pleno não está na carne,

visto que nenhum ser humano comporta totalmente esta essência divina;

então, procurai primeiro o reino de Deus

para que as demais coisas possam vir a entrar na sua vida.

Neste dia, depois de escutar nêgo véio, esse zifio chorou,

mas teve fé e vestiu o branco verdadeiro:

aquele branco que se deve usar no dia-a-dia

e não somente em dia de gira no terreiro!!!

Esse zifio tá casado há quinze anos

e faz trinta anos que esta história aconteceu.

Agora suncê que tá lendo essas letras, por caridade, responda pra nêgo:

é ou não é muito linda, a infinita misericórdia de Deus?



Pedro Rangel Telles de Sá

Mensagem de um amigo espiritual
Tudo em excesso pode ser destruidor.

Se há amor em excesso, há ciúmes e possessão,

Se há ódio, há morte,

Se há fascinação, há vaidade,

Se há alegria em excesso, há inveja,

Se há tristeza em excesso, há depressão,

Se há culto em excesso, há fanatismo.

É preciso que tudo na vida esteja bem equilibrado, e o equilíbrio tem um nome que se chama Umbanda. Umbanda é a paz interior, é fazer caridade ao desconhecido, é o amor pela vida e pelo o próximo. Umbanda é luz, vida e amor.

Laroyê!
Condicionamento e Vicios das Manifestações Mediunicas


Os mediuns no seu tirocínio, devido ainda ao pouco esclarecimento doutrinário e pratica,apresentam muitas atitudes viciosas em comum, com outros mediuns que efectivam trabalhos mediunicos, e que por terem tido uma mau orientação,seja por falta de meios, ou por carência no ensino e falta de disciplina, se tornaram viciosos, e isso é necessário corrigir.

Os excessos de condicionamentos viciosos nos mediuns traduzem-se em gestos, ruidos,posições menos consentâneas com a normalidade.

O medium age desta forma porque no envolvimento mediunico, não sabe controlar as percepções e sensações. Noutra situação acomodou-se a imitar, mediuns mais antigos,que eles acham mais evoluidos e desenvolvidos, e também quando querem mostrar que não são eles ,mas um outro espírito a comunicar-se.

Toda esta postura demonstra que o médium precisa de esclarecimento e educação de disciplina .

O médium bem educado não tem essa postura:

A) Movimentos bruscos, tremuras, ou pancadas.

B) Sopros, bocejos, gemidos ou gagueira.arfares....

O médium ao entrar no envolvimento fluidico pode sentir, calor, frio, dores, medo, ódio,revolta, porém uma médium bem estruturada sabe filtrar tudo isso e inclusive auto-doutrinar-se e doutrinar o espírito comunicante, só permitindo a comunicação quando seja o momento e se oportuna.Com consentimento do dirigente dos trabalhos.

Cada espírito que se comunica tem sua individualidade e forma de se apresentar, se houver repetição constante do mesmo processo, pode ser animismo.

Após uma doutrinação o espírito, não sofre grandes alterações, mas podem ficar esclarecidos, quanto à sua condição, podem sentir que a sua dor atenuou ou acabou mesmo, podem reconhecer que estavam a proceder mau e se arrependerem.

Existe porém um momento em que o médium, tem por vezes, aquando da retirada do espírito comunicante, o médium faz o fecho ele mesmo como se do comunicante se trata-se isso é incorrecto.

È extremamente importante respeitar toda a orientação do dirigente do Grupo.

Colocar em pratica os conhecimentos doutrinários, conscientizar o médium da responsabilidade do acto e da seriedade que ele tem que ter e ser encarado, fazer a higienização, física e espiritual, a assiduidade e cumprir todos os preceitos da Doutrina, afim de se fazer um filtro de comunicação sério e responsável.

Não esquecendo a máxima...ORAI E VIGIAI
 
Mãe Aline

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dez coisas que levei anos para aprender...


1) Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha)

2) As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. (Tá cheio de gente querendo te converter!)

3) Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. (Na maioria das vezes quem tá te olhando também não sabe! Tá valendo!)

4) A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer hora-extra!)

5) Não confunda sua carreira com sua vida. (Aprenda a fazer escolhas!)

6) Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. (Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!)

7) Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões". (Onde ninguém se entende... Com exceção das reuniões que acontecem nos botecos...)

8) Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental". (Ouvir música é hobby... No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!)

9) Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. (Que bom!!!!!)

10) Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. (É Verdade mesmo!!!)
Caô Meu Pai Xangô!



Xangô é o Orixá da Justiça e do Equilíbrio; Senhor do fogo, dos trovões e das pedreiras. Não cede nem à flexão e nem à pressão, é rígido e estável como as rochas, julga de forma severa mas sem precipitação e finalmente estabelece a ordem tranquilizadora. Devemos estar preparados e conscientes ao pedir Justiça à Xangô pois ela será feita, mas não a justiça dos homens e sim a Justiça Divina.

É mais comumente sincretizado com São Jerônimo, que tem dia comemorado em 30 de setembro, ou São João Batista, que comemoramos em 24 de junho. Suas cores são o marrom, o vermelho ou o cinza; seus símbolos são o machado de dois cortes que remete à imparcialidade, a balança que está ligada à justiça e a estrela de seis pontas que representa o equilíbrio; suas pedras são o olho de tigre e a pedra do sol. Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, com Oxum, Xangô nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.

Oração à Xangô:
Meu pai Xangô, o senhor que é rei da justiça, olhai a todos que imploram a vossa proteção e a vossa benção. Que do alto de sua pedreira nos mandeis a faísca de um raio luminoso, a fim de podermos tratar com serenidade e com a mais pura justiça os nossos semelhantes.

Faça valer sempre a vontade Divina, purifique minha alma nas águas de sua cachoeira. Se errei, conceda-me a luz do perdão. Faça de seu peito largo e forte meu escudo para que os olhos de meus inimigos não me encontrem. Permita, Pai, que eles não atinjam meu corpo nem minha alma.

Empresta-me sua força de guerreiro para combater a injustiça e a cobiça. Que eu não faça e nem sofra injustiças.

Clamo, Pai, para que a justiça divina seja feita para todo o sempre. Proteja-me, senhor do fogo e da vida, para que não me falte a coragem, a alegria de viver, a fé e a caridade.

Ó senhor do machado sagrado! Peço que o meu coração seja puro e que tenha a força das rochas que sempre estão sobre o seu domínio. Abençoe-me, grande Orixá, ensina-me a ser bom e justo, instrui-me a amar meus semelhantes tanto quanto Pai Oxalá me ama.

Conceda-me a graça de receber sua luz e sua proteção.

Minha devoção te ofereço!

Caô Xangô, Caô!
Patacuri meu Pai Ogum!!!



Ogum é a Lei ! É o equilíbrio entre a luz e as trevas e a defesa contra as forças destrutivas das trevas. Ogum luta para não deixar cair quem Ele está protegendo. É o guerreiro, o general destemido e estratégico, é aquele que veio para ser o vencedor das grandes batalhas, o desbravador que busca a evolução. Ogum é o que vem primeiro, o que está sempre à frente, um líder nato. Ele conhece e domina todos os caminhos, por isso nunca se perde e está sempre ajudando quando corretamente evocado. Diante disso, cultuar Ogum é vital para quem quer conseguir vencer as suas batalhas com força, coragem e determinação. Ogum é aquele que sempre está de “ronda” para proteger seus filhos, é a Lei e a Ordem Divinas.
Sincretizado com São Jorge, ou Santo Antônio na Bahia, é festejado no dia 23 de abril. Tem seu ponto de força nas estradas, caminhos, estradas de ferro e no meio das encruzilhadas. Seu símbolo é a espada e suas cores o vermelho e o azul escuro. É o Orixá do Ferro e o Senhor dos metais.
Quem é filho de Ogum não sofre demanda!

Oração à Ogum:

Andarei nesse dia nessa noite
Com meu corpo cercado vigiado e protegido
Pelas as armas de Ogum.
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Ogum
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem
Tendo mãos não me pegue e não me toquem
Tendo olhos não me enxerguem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão
Facas e lanças se quebrem se o meu corpo tocar
Cordas e correntes se arrebentem se ao meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Ogum.
Salve Ogum! Salve sua Lei e sua força, meu Pai!

Ogunhêy, Meu Pai !
Ogum não faz por mim, ele faz comigo! Patacuri, meu Pai !

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
UMBANDA




VOCÊ SABE POR QUE OS PRETOS VELHOS TÊM EM SEUS NOMES UMA MISCELÂNEA DE PALAVRAS QUE ESTÃO LIGADAS TANTO À ORIGEM PORTUGUESA QUANTO A AFRICANA, COMO MARIA CONGA E JOSÉ DE ANGOLA?

Porque na época da escravatura esses negros eram obrigados a aprender e praticar os dogmas de seus feitores, não somente em relação à religião, mas também eram obrigados a receber outro batismo e agora ganhar o nome de seus senhores, o que forçava-os a esquecerem suas origens. As crianças escravas também eram batizadas duas vezes, a primeira, ocultamente, na nação da qual pertenciam seus pais recebendo um nome de acordo com a seita (Angola, Congo, Moçambique, etc). A segunda vez, na pia batismal católica, era exigida pelos senhores e nesta a criança recebia o primeiro nome de seu senhor e em alguns casos recebia também um sobrenome que o relacionava à Fazenda onde nascera, por exemplo Antônio da Coroa Grande.


VOCÊ SABE O QUE É CAMPO MEDIÚNICO?

O campo mediúnico pode também ser chamado de Campo Eletromagnético e não deve ser confundido com a aura. Ele é responsável pela captação de energias Etéricas e pela ligação com o Plano Espiritual. Sua sede está no chacra coronário derramando-se em torno do corpo numa distância de 30 a 60 cm dele. Nesse campo mediúnico estão as ligações com o plano espiritual e energias etéricas, que podem ser boas ou ruins dependendo da condição mental do Ser. Isso significa que se a pessoa estiver mentalmente positiva essa energia se refletirá em seu campo mediúnico que automaticamente atrairá para si espíritos de energia positiva, agora se ela estiver negativada atrairá espíritos negativos. Isso não é mistério, é lei! É a famosa LEI DA AFINIDADE, tão mal compreendida pelas pessoas. Todas as pessoas, independente de mediunidade, têm esse Campo Mediúnico que muitas vezes está sobrecarregado de energias etéricas negativas refletindo no mental.

VOCÊ SABE DIFERENCIAR UM ASSENTAMENTO DE UMA FIRMEZA?

ASSENTAMENTO é a Força do Orixá trazida para dentro do Terreiro e que deverá estar iluminada e ser alimentada constantemente tornando-se um Ponto de Força Divino captador e emissor de energias.

FIRMEZA é a emissão das irradiações do Guia ou do Orixá somente no momento em que se ilumina o ponto firmado. É aquela vela que acendemos com um propósito bem definido, como para imantar um objeto ou solicitar proteção durante algum trabalho.
O que são os Pontos Riscados?


 Vemos nos terreiros vários objetos sendo usados como instrumentos de trabalho, são poderosos elementos energéticos que facilitam a ação espiritual beneficiando o assistido. Entre tantos elementos como águas, charuto, pedras, ervas, velas, toalhas, quero chamar a atenção para a PEMBA.
A pemba é um dos elementos de maior poder energético que a Umbanda tem e é usada durante, antes e depois de uma gira espiritual acontecer, além disso, é um elemento que representa e atua na Umbanda em todos os sentidos e de várias formas. Não é à toa que nos referimos aos médiuns umbandistas como “filhos de pemba”, não é à toa que a pemba não pode faltar em qualquer ato ritualístico da Umbanda, seja casamento, batizado, ato fúnebre ou mesmo nas giras assistenciais, não é à toa que, antes do atendimento assistencial, pontos são riscados pelos guias e, com certeza, conhecem coisas que nós nem fazemos ideia.
Quando ela é usada como pó junto com a energia do sopro, envolve todo o ambiente e todos os espíritos encarnados e desencarnados de forma poderosíssima, iniciando um trabalho de limpeza, harmonização ou até de descarga; claro que isso depende da composição dos elementos adicionados à pemba que está sendo utilizada e da forma que é soprada essa pemba.
Quando usada nos Pontos Riscados, o símbolo riscado transforma-se em um Símbolo Sagrado com grande Poder de Ação, traz toda a força misteriosa da “Grafia dos Orixás” que são signos e símbolos magísticos que abrem ou fecham portais, que trazem ou repelem energias, ativam ou desativam forças astrais e da natureza, portanto têm o poder de fechar, trancar, abrir, quebrar, direcionar, harmonizar, transformar, equilibrar os Terreiros, assim como os médiuns pois atuam em seus campos mediúnicos.
Importante comentar que a escrita mágica simbólica com seus infinitos signos e símbolos é tão antiga quanto a humanidade e são encontrados pelos arqueólogos em construções antiquíssimas, em túmulos, dentro de templos religiosos, lugares de cultos, seitas. Mesmo porque a comunicação escrita surge através de símbolos, traços, pontos e não através de letras como estudamos hoje. Portanto, essa escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda e sim, é um bem colocado à disposição da humanidade pelos povos antigos e pelos seres espirituais superiores que dela muito tem se servido no decorrer dos séculos.
A Pemba também é usada no médium como forma de Cruzamento, esse ato melhora a mediunidade, protege, potencializa o dom mediúnico etc. O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda importantíssimo. Sabemos que um médium de incorporação antes de iniciar seus trabalhos espirituais tem que ser cruzado abrindo e fechando canais energéticos, magnéticos e divinos.
Claro que não para por aqui, mas acredito que com essas informações dá para se ter uma idéia de como é necessário o conhecimento e o bom senso, afinal é necessário saber confeccionar e consagrar uma pemba, saber preparar as misturas e saber assoprá-las, saber o que representa, pelo menos alguns Símbolos Sagrados e suas funções, direções, energias, pontos de entrada e saída.
Saiba que, infelizmente, têm muitas pessoas riscando pontos aleatoriamente sem um pingo de cuidado e conhecimento e, com isso, estão abrindo portais negativos, ativando baixo astral e, pior, invertendo pontos Sagrados sem ao menos se darem conta do reflexo de suas ações. Saiba, o mau uso da Pemba ou do Ponto riscado pode levar a consequências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de força e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhando os fios, o que acabará provocando curtos-circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.
Não podemos esquecer que simbolicamente a PEMBA é a caneta da Umbanda, é com ela que registramos todas nossas ações no Livro Sagrado da Lei.
Espero que com isso esclarecido acenda-se a Luz do Conhecimento, da Responsabilidade e do Bom Senso sobre todos e que, acima de tudo, nos tornemos capacitados para lidar com tantas coisas Sagradas e com tantas pessoas necessitadas.

Fica aqui meu apelo: ESTUDEM…

Chega de boas intenções. Precisamos SABER, ENTENDER e AGIR COM RESPONSABILIDADE E SABEDORIA.
Mesmo porque, de boas intenções o inferno está cheio…

Axé a todos, aproveitem essas poucas informações sobre a pemba e os pontos riscados e estimulem-se a estudar mais a Umbanda e seus fundamentos.

Para fechar, uma curiosidade:

COMO ERA FABRICADA A PEMBA

Era privilégio do sacerdote mais velho da tribo a direção dos trabalhos da fabricação da pemba, esta era feita por moças virgens em completo jejum presididas pelo sacerdote, que durante a fabricação não podia tomar alimento de espécie alguma nem beber água, apenas fumava o seu cachimbo, que era considerado sagrado. Durante três dias e três noites e às vezes mais, era trabalhada a pemba, acompanhada por música de congo, as virgens cantavam sem cessar preces à Virgem, para que ela transmitisse todas as suas virtudes às virgens. Depois de pronta a pemba era posta a secar sem que apanhe sol, guardada em um terreno por virgens e guardas indígenas que impediam que algum ladrão viesse a se apoderar de algumas. Isto feito, a pemba era guardada em vasilhas de palha para serem empregadas nas grandes cerimônias.

Trechos retirados da apostila “PONTO RISCADO & PEMBA NA UMBANDA”,
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Só com muita Disciplina!


Sabemos que todos nós somos médiuns, afinal estamos no “meio”, estamos entre o céu e o inferno, entre as colônias e o umbral ou entre o alto e o embaixo, influenciando e sendo influenciados por forças superiores, tanto positivas quanto negativas. Ou seja, todos que se sentem abençoados por Deus, iluminados pelos anjos, envolvidos pelos Orixás, protegidos pelos Exus, guiados pelos Guias, atuados pelos quiumbas, … estão recebendo influências superiores, assim como espirituais, portanto são médiuns.
No entanto, quando nos colocamos de coração aberto diante de um Guia de Luz, sentimos nosso corpo arrepiar e estremecer ao som do estalar de dedos e de sua reza, percebemos o QUANTO somos médiuns, o QUANTO recebemos a influência superior e espiritual e o QUANTO somos abençoados. E a partir do momento em que nos aceitamos e nos entendemos como médiuns compreendemos que a mediunidade é um dom divino, pois é uma grande oportunidade de auxiliar ao próximo, seja encarnado ou desencarnado.
Vivenciamos a maravilhosa experiência de ‘fazer o bem, seja lá a quem’ e percebemos que só nos beneficiaremos desse dom se o exercermos na pura prática do bem. Além disso, somos capazes de vivenciar e sentir a força e a determinação dos Caboclos, a paciência, o amor, a simplicidade e a humildade dos Pretos Velhos, a alegria e a sabedoria dos Baianos, a proteção e a coragem dos Boiadeiros, a leveza e a pureza das Crianças, a mobilidade e a sensatez dos Marinheiros além, é claro, da força, determinação, paciência, amor, simplicidade, humildade, alegria, sabedoria, proteção, coragem, leveza, pureza, mobilidade, sensatez e da execução da Lei Divina dos Senhores Exus e Senhoras Pombagiras.

Simplesmente DIVINO!!!

Claro que para que tudo aconteça com harmonia o médium precisa ser disciplinado no cumprimento de suas obrigações e deveres. Isso mesmo, “ser médium” todos são, algumas pessoas sob maior e outras sob menor influência, mas todos SÃO influenciados pela onipresença Divina. Agora, para ser um bom médium, consciente e atuante em suas responsabilidades, vivenciando as bênçãos Divinas, sentindo a plenitude da Paz de Espírito e vivendo em harmonia interna, somente sendo disciplinado perante suas obrigações e seus deveres mediúnicos.
Quando falo em ‘obrigações’ quero dizer que os médiuns precisam conhecer e saber as técnicas mediúnicas, por exemplo: como distinguir os tipos de espíritos por energia e fluido; como ocorre e como ter controle sobre desdobramento e incorporação; como controlar a mediunidade. Precisam saber e conhecer as suas responsabilidades mediúnicas, por exemplo: banhos, firmezas, apresentação aos Orixás, oferendas religiosas. Assim como é ‘dever’ do médium conhecer e praticar a doutrina de sua religião. Não esquecendo que a moral e a reforma íntima são indispensáveis, são seus DEVERES e OBRIGAÇÕES contínuos. Mesmo porque, ser um bom médium depende da capacidade de NÃO JULGAR e para tanto só com muita disciplina.
Gosto muito de um pequeno diálogo entre Chico Xavier e seu amigo espiritual Emmanuel que afirma o quanto a espiritualidade superior quer e necessita da disciplina do médium. Vejam que simples, belas e fortes palavras:
O Espírito Emmanuel, no principio da mediunidade de Chico Xavier, orientou-o para o trabalho que deveria desempenhar e disse-lhe:

- Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus?
- Sim, se os bons espíritos não me abandonarem… – respondeu o médium.
- Não será você desamparado – disse-lhe Emmanuel – mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem.
- E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? – tornou o Chico.
- Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço…
Porque o protetor se calou, o rapaz perguntou: – Qual é o primeiro?

A resposta veio firme: – Disciplina.
- E o segundo? – Disciplina.
- E o terceiro? – Disciplina

Não há como duvidar! Não há como não se emocionar e agradecer a oportunidade que os médiuns umbandistas têm. Afinal ser um médium umbandista atuante, praticante, convicto, disciplinado e bom é sentir-se privilegiado e abençoado por Olorum e por todos os Orixás.

Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Vamos sair do automático!


Pensar em ervas, pedras e água dentro dos rituais umbandistas é pensar em elementos naturais poderosíssimos que ajudam no reequilíbrio energético do corpo astral e que transformam o magnetismo da aura. Na Umbanda utilizamos ervas, flores e plantas em quase todos os rituais, inclusive em nossas giras de atendimento à assistência e oferendas a Guias Espirituais e Orixás, porém duas práticas bem comuns da nossa religião se utilizam largamente das ervas: as defumações e os banhos.
Nenhuma ação de limpeza ambiental é mais completa que uma boa defumação pois o ar concentrado de energias elementais entra e penetra em todos os cantos e brechas da casa envolvendo as paredes, o teto, o chão, os móveis, enfim, tudo. Além disso a defumação também descarrega o corpo mediúnico das pessoas e sutiliza suas vibrações tornando-as receptivas às energias de ordem positiva fazendo, assim, com que a comunicação com o Plano Astral Superior se torne mais fácil e em perfeita harmonia. Os banhos de ervas são, de uma maneira geral, rituais onde utilizamos elementos da natureza com o intuito de que haja uma troca energética entre o indivíduo e esses elementos naturais utilizados. Os banhos de ervas servem principalmente para limpar as energias negativas, afastar influências negativas, reequilibrar, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico e desobstrução dos chacras.
Sendo assim as ervas, e também pedras e águas, devem ser entendidas como uma grande ferramenta divina e natural que nos auxilia e nos proporciona enormes bens. É justamente por isso que acredito que a utilização desses elementos requer responsabilidade e conhecimento de nossa parte. Quem já não passou verdadeiros apuros na hora de fazer uma defumação? Isso gera desanimo, stress e até briga, afinal é o carvão que não pega, as ervas que caem, o tempo que demora, o vizinho que reclama, isso quando não xinga… Quem já não deixou de fazer defumação em casa pois o filho tem problema de renite, ou o marido tem tosse alérgica? Quem já não deixou de tomar banhos de ervas pois não encontrou uma das setes ervas tradicionais da nossa Umbanda? Quem já não teve medo de jogar determinado banho na cabeça?
São tantos medos e tabus, são tantas “receitinhas milagrosas” que acabam prejudicando as pessoas, são tantos erros causados pela falta de conhecimento que às vezes é melhor não fazer NADA. O que é uma pena!
A utilização das ervas, pedras e águas é algo simples quando se tem conhecimento, no entanto é uma bomba relógio negativa e poderosa quando não se sabe o que está fazendo. E isso é mais sério ainda quando falamos no uso ritualístico destes elementos pois muitas regras devem ser conhecidas e respeitadas. É o cuidado com a energia da Lua, com o horário, com o sentido, com a necessidade específica de cada um e assim por diante, mesmo porque uma erva “boa” para um pode ser um tormento para outro.
Saiba que um banho de descarrego tomado em horário errado pode piorar uma situação espiritual. Uma pedra usada como jóia pode ser a causadora das dores intermináveis. Uma defumação feita em sentido contrário pode, ao invés de limpar, atrair mais carga. Portanto sempre digo que estudar é fundamental, é sair do automático, é sair do domínio dos dominadores e agir com bom senso e sabedoria. Sinceramente, acredito que nada substitui a sensação do Saber.
E pensando nisso, pensando em estimular o Saber, vejam essas ervas que ajudam a concentração mental e no estimulo do pensar: aniz estrelado; alecrim; manjericão; peregum verde; alfavaca, agrião, couve, babosa e tapete de Oxalá. Essas ervas podem ser jogadas da cabeça para baixo e esse banho é mais aconselhável ser tomado no horário da manhã.
As pedras indicadas para ajudar o raciocínio e o estudo são: quartzo verde, esmeralda, amazonita, ágata verde, lápis lazuli e, em especial, temos a Sodalita que ativa o potencial para adquirir conhecimento, estimulando a memória e o raciocínio. Só não se pode esquecer que as pedras devem ser limpas, energizadas e programadas constantemente, caso contrário tornam-se verdadeiras irradiadoras de energias negativas.
E para ajudar a potencia energética dos banhos e da limpeza das pedras, pode-se usar a água da fonte que tem energia harmonizadora e equilibradora, afinal seu rumo natural passa por poderosos pontos da natureza.
Sei que falar de ervas, pedras e águas é muito mais do que isso, aliás, é impossível encerrar esse assunto em poucas linhas. É por isso que fica aqui a minha dica, ou até, porque não dizer, o meu alerta: Vamos conhecer mais as potencias naturais que a Umbanda tem e que estão à nossa disposição na natureza. Vamos sair do automático e das “roubadas” que muitas vezes nos encontramos por falta de conhecimento. Vamos Conhecer, Entender e Saber o que aconteceu, o que está acontecendo e o que pode acontecer.
Tudo é uma questão de escolha, de ação e de determinação. Pense Nisso!

Escrito por Mãe Mônica Caraccio

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mediunidade e Reforma Íntima.
Postado por Fátima Cidreira



Pelo tempo que praticamos nossa mediunidade, não podemos deixar de perceber como nossa personalidade vem sendo moldada com a prática das incorporações, como sutilmente sofremos modificações internas à nossa personalidade. Muitos já me perguntaram porque na umbanda não tem um trabalho de preparo íntimo para os médiuns ?
A reforma íntima do médium acontece em especial, àquelas pessoas de muita fé e convicção em seu caminho, que utilizam o bom senso, do pensar antes de agir, mas para isso, não basta conversar com uma entidade ou outra, é necessário sair à busca de conhecimentos, traçar um plano de vida , estabelecer metas e cumpri -las, deixarmos para traz os vícios , os maus exemplos, a inveja, nossa conduta como médium não poderá mostrar dualidade em nossa personalidade, Ex.: dentro do templo sermos uma pessoa séria, e lá fora aproveitarmos de situações para tirar vantagens de outras pessoas, como tantas outras pessoas o fazem.
Como podemos passar uma palavra de conforto e esperança ao próximo, se não tivermos exemplos a dar ?
Não se intitule um médium se você possuir tais requisitos, não se intitule um médium se você pratica os mesmos vícios da massa.Temos que começar com a consciência limpa, para adquirirmos a tranqüilidade em nossa alma para podermos realizar a comunhão e a fraternidade, esta é a missão do médium , seu esforço pela sua reforma íntima constante, pois a evolução é um processo contínuo, não existem paradas neste caminho , pois na escalada para a espiritualidade um degrau vem após o outro, e só o conquistamos com nossa própria caminhada e merecimento.
Quando abordamos o assunto mediunid ade, temos que ter em mente que devemos estar prontos para encarar uma missão nesta vida e não apenas para preencher nosso tempo entre uma aula de ginástica ou um cinema. Diante de tantos problemas sociais e tantos avisos que recebemos de nossa mãe natureza e nossos Orixás, não entender nossa trajetória neste mundo como uma missão espiritual, seria renegar a nossa própria existência como ser humano em evolução, porém quando encaramos esta tarefa com inteligência, procurando ajudar e entender o próximo, algo de interessante acontece , alguma coisa nos toca, alguma coisa fala em nossos corações e nos conforta, nos traz alegria , nos estimula no caminho, nos completa, e podemos sentir neste momento, o que é felicidade..., o limiar entre a razão e a emoção nos mostra o “ Truque da Vida”.
Um truque onde saímos ganhando sempre, pois ao realizarmos nossas atividades com seriedade, percebemos que paralelamente, um trabalho de reconhecimento é realizado de forma silenciosa pelos nossos guias espirituais, pois diante de nossas provações podemos avaliar se naqueles momentos difíceis estávamos sozinhos ou não, se a parceria deu certo..? E sempre dá.
Dessa forma e com a possibilidade de trabalharmos com varias linhas diferentes numa casa, permite-se ao médium, a possibilidade de incorporar à personalidade do arquétipo que rege a linha , assim ao incorporar um Preto(a)-Velho(a), o médium vai desenvolvendo em si a paciência, a bondade, o carinho, a empatia, o amor, a compreensão ao outro. Se estas características já eram uma tônica no seu ser, então estaremos nos aprimorando ainda mais nestas qualidades, trazendo a tona uma energia amorosa, permitindo que as qualidades do guia possam fluir naturalmente em nós. A consciência destas possibilidades de aprimoramento pode faci litar a entrega do médium ao seu preto -velho, e desenvolver uma energia amorosa única. Assim quanto mais incorporar seu preto(a) velho(a), mais o seu chakra cardíaco vai se abrindo permitindo uma intensa luminosidade no seu ser.
Ao incorporar um Caboclo(a), o médium aprende a ordem, a disciplina, o ritual, a eficiência do trabalho, a priorizar o que é importante, a trabalhar com ervas, com os vegetais, com as pedras, a quebrar demandas, sempre sem falar muito, somente o necessário, trazendo uma força grande em si, aprende a conhecer o seu próprio poder, a força que possui.O arquétipo dos caboclos (as) é o do poder da luz, no auxilio ao humano, aos espíritos que estão em evolução, é saber que tem força interna suficiente para suportar as provações que certamente o médium passará, assim cada caboclo vai aos poucos moldando a energia do seu médium, tornando o disciplinado, atento a ritualística, ao companheirismo aos seus irmãos, trabalhando também com os chakras cardíaco e básico.
Os Baianos trazem a descontração, o aprendizado de como trabalhar as adversidades, a alegria, a flexibilidade, a magia, a brincadeira sadia. Assim médiuns que são introspectivos, quando incorporados, seu baiano(a), soltam-se liberando sua alegria interna, a descontração, outros já são descontraídos por natureza, e desenvolvem outras qualidades juntas com seu baiano, como a flexibilidade diante das situações, como amparar o irmão com alegria, trazer a alegria para o próximo, transmutando a tristeza do outro transmitindo alegria e espera nça entre muitas outras coisas (trabalhando Chakra Laríngeo).
Os ciganos também aprimoram seus médiuns, trazendo a suavidade, a beleza, o encantamento, o envolvimento, a intuição, a paixão pela vida, pelo belo, pela música, e a cura, (trabalhando Chakra do Plexo Solar).
Os marinheiros permitem aos médiuns a desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as
emoções mais íntimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios, desenvolvendo no médium a
capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão (trabalhando
Chakra Umbilical). 
Os boiadeiros trazem para o médium a força necessária para caminhar no mundo, para lidar com as adversidades da vida, fortalecendo-o diante do mundo, mostrando que a luta si ncera e o bom combate leva a luz(trabalhando Chakra Frontal).
A linha do Grande Oriente, onde incorporam guias hindus, mulçumanos, chineses entre outros, estimula
no médium o caminho da evolução espiritual através dos estudos, da meditação, do conhecimento das leis divinas, do amor, da verdade, da ciência, da arte, do belo, estimulando o médium no caminho da ascensão
espiritual, fazendo-o a eliminar da sua vida tudo que é pernicioso a sua ascensão (trabalhando Chakra
Coronário).
Os Exus e Pombas-gira trazem a tona a sombra do médium, aquilo que necessita ser trabalhado e está escondido no seu ser, o trabalho com a própria sombra é facilitado com a incorporação dos Exus e Pombas-gira fechando aqui um ciclo, uma viagem em torno de nosso ser , em torno do significado de nossa existência pelo trabalho do autoconhecimento, que rogamos poder cada vez mais ouvir e obedecer nossas entidades ,que tanto nos orientam em nossa missão contínua de evolução espiritual , através de um conjunto de ações em nosso dia a dia, que determinam nossa reforma íntima.
Trecho retirado do livro TAMBORES DE ANGOLA

de Robson Pinheiro (grifos nossos)

Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior.
Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo.
São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente.
São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina.
Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não ignoram que lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa, a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações.
Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.
Na Umbanda a caridade é lei maior, e esses espíritos, com aspectos mais bizarros, que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos sub-planos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos. Além disso, encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo “trabalhos”, matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos pântanos do astral. São maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança daqueles homens que atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos neste milênio. Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem a sua verdadeira situação.
Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies, vinganças e pequenos “trabalhos”, que realizam em conluio com os quiumbas e que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade, terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.
Os espíritos que chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do Plano Astral, que são confundidos com aqueles dos quais falei. São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do BEM.
São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões, nos sub-planos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Tem experiência nessa área e se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral.

NÃO EXIGEM NEM ACEITAM “TRABALHOS”, DESPACHOS OU OUTRAS COISAS RIDÍCULAS das quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra.

 
NADA TEM A VER COM A UMBANDA!

COMO DEUS REZARIA O PAI NOSSO?

MEU FILHO QUE ESTÁS NA TERRA
PREOCUPADO, SOLITÁRIO, DESORIENTADO...
EU CONHEÇO PERFEITAMENTE TEU NOME, E O PRONUNCIO SANTIFICANDO-O PORQUE TE AMO.
NÃO. NÃO ESTÁS SÓ, MAS HABITADO POR MIM
E JUNTOS CONSTRUIREMOS ESTE REINO, DO QUAL TU VAIS SER HERDEIRO.
GOSTO QUE FAÇAS MINHA VONTADE, PORQUE MINHA VONTADE É QUE TU SEJAS FELIZ.
CONTA SEMPRE COMIGO E TERÁS O PÃO PARA HOJE.
NÃO TE PREOCUPES. SÓ TE PEÇO QUE SAIBAS COMPARTILHÁ -LO COM TEUS IRMÃOS.
SABES QUE PERDÔO TODAS TUAS OFENSAS, ANTES MESMO QUE AS COMETAS
POR ISSO TE PEÇO QUE FAÇAS O MESMO COM OS QUE A TI OFENDEM.
PARA QUE NUNCA CAIAS NA TENTAÇÃO, TOMA FORTE A MINHA MÃO E EU TE LIVRAREI DO MAL
TE AMO DESDE SEMPRE.

TEU PAI
A Pressa é Inimiga da Compreensão



É impressionante a pressa que alguns médiuns iniciantes tem, em mal entrar em um Terreiro de Umbanda, e já "sair incorporando".
Entendemos a pressa do médium em "começar a fazer caridade", mas é fundamental que se entenda que não é somente "dando incorporação" que a caridade é feita. Além do mais, se este for mesmo o tipo de mediunidade da pessoa, há que se esperar e se certificar de inúmeros fatores antes de "colocar o médium para dar consulta".
É claro que cabe ao Dirigente explicar e orientar que tudo tem seu tempo e sua hora, que o desenvolvimento mediúnico não ocorre exatamente igual com todos... mas muitas pessoas ficam dizendo que antes de entrar para o terreiro incorporavam "por nada", no trabalho, na escola, lendo, etc, praticamente exigindo ou "culpando" o Terreiro por não estar incorporando agora.
Por que isto acontece? Simples. Enquanto o médium não entra para uma corrente, a sua mediunidade fica absolutamente sem disciplina e sem doutrina, a partir do momento que ingressa, que passa a fazer parte da corrente de um terreiro, tanto médium quanto entidades passarão por um processo de adaptação e aprendizado, que visa disciplinar tanto um quanto outro. Além do mais, como ter certeza que era realmente incorporação e não simples animismo, ou descontrole emocional e nervoso?
É fundamental esse tempo, para que todas as orientações possam ser absorvidas e compreendidas.
Apressar qualquer processo de desenvolvimento mediúnico, querer queimar etapas, que se existem, são importantes, é certamente colocar em risco todo o processo.
Lições que deveriam ser absorvidas, são apenas ultrapassadas, sem a devida confirmação de aprendizado.
Precipitar o processo pode acarretar em desânimo e frustração no futuro, pode transformar um bom médium num embusteiro, num vaidoso e talvez até fazendo com que se desvie do caminho, culpando a Umbanda pela incompetência do dirigente em explicar e orientar e do médium em esperar.
Além do mais, quando isto acontece é justamente para se ver a determinação do médium, se ele realmente deseja fazer caridade, ser umbandista, ou está apenas empolgado.
Portanto lembrem-se, quando tratamos de desenvolvimento mediúnico falamos em processo, onde a pressa é inimiga da compreensão e, conseqüentemente, da evolução.
Mensagem psicografada por Mãe Iassan Ayporê Pery

terça-feira, 18 de maio de 2010

ABC DE UMBANDA


1-O que é um Orixá?

São divindades africanas directamente relacionadas às forças da natureza. Seriam as falanges específicas que trabalham especializadas em determinado meio, como mar, céus, plantas, etc.…
Um Orixá é um regente de uma das forças do mundo material, sempre abaixo de Olórum, o Deus Supremo. Fala-se, também, que seriam antigos governantes africanos tornados deuses após a morte.
Na África, há em torno de 600 Orixás. No Candomblé, 16. Na Umbanda, sete.

2. O que é Candomblé?

É uma religião de origem africana, com seus rituais e sacrifícios, que cultua Orixás, Voduns eInkices, dependendo das diversas Nações de que se compõe, a saber: Ketu, Jeje, Mina-Jeje, Fon,Ijexá, Nagô-Vodun – estas de origem sudanesa – e Angola, Congo e Muxicongo – de origem bantu.

 O que é Nação?

É uma das diversas nações africanas que vieram ao Brasil no tempo da escravidão. Há a Sudanesa (Nagô, Jeje, Jeje-Nagô, Mina-Jeje, Muçurumin) e a Bantu (Angola, Congo, Angola-Congo). Pode designar, no Rio Grande do Sul, o Candomblé local, conhecido também como Batuque.

4. O que é Umbanda?

Surgiu em 1908, no Brasil. Grosso modo, seria a mistura do culto angola-congo (misturado com onagô), noções de Espiritismo, esoterismo,pajelança e até mesmo budismo. Umbanda quer dizer “Arte de Curar” ou “Magia”.

5. O que é Quimbanda?
São assim chamados, pelos umbandistas, todas aquelas casas (terreiros, centros), trabalhadores ou falanges que trabalham com a magia negra, ou seja, “fazendo o mal”. A Quimbanda possui sete falanges (linhas) diferentes das da Umbanda, que trabalham muito com os Exus e Omolu.

6. O que é um Orixá de Cabeça?

O mesmo que Orixá de Frente. No Brasil, costuma-se dar uma pessoa a dois Orixás, normalmente formando casais, sem ser, com isso, regra. Em certos cultos, adoptam-se três Orixás, os demais seriam conhecidos como “passagens”, exercendo menor influência. O Orixá de Cabeça corresponde à energia básica, fundamental, de um indivíduo, dando-lhe características mais marcantes em sua personalidade.

O segundo é o Ajuntó, de características maissutis, muitas vezes amenizando o carácter do Orixá de Cabeça, que poderá Ter o caráterarrebatado por ser jovem e guerreiro. O terceiro seria o Orixá de Herança, que acompanha a família por algumas gerações.

7. Quais os Orixás que combinam entre si?

Varia muito de lugar para lugar, sendo vistos no jogo de búzios. Para alguns cultos e nações, o Orixá Exu apenas se combina com um tipo deOgum, ou Oxalá apenas com Iemanjá e um tipo de Oxum.

8. O que é pemba?

Em sua origem, é um calcário extraído da terra, cuja finalidade é riscar os pontos que identificam a linha vibratória da entidade. Há de diversas cores. A mais comum é a branca, que serve para todos, pertencente a Oxalá.

9. Quais são as leis de Umbanda?

São 10 os princípios básicos que regem a Umbanda:

9.1 Crença em um Deus único, omnipotente, eterno, incriado, potência geradora de todo o Universo material e espiritual, adorado sob vários nomes.
9.2 Crença em entidades superiores: Orixás, anjos e santos que chefiam falanges.

9.3 Crença em guias, em planos médios, mensageiros dos Orixás, anjos e santos.
9.4 Existência da alma e sua sobrevivência após a morte.
9.5 Prática da caridade desinteressada, na busca de aliviar o carma do médium.

9.6 Lei do Livre-Arbítrio (da livre escolha), pela qual cada um escolhe fazer o bem ou o mal, e o ser humano afiniza com sua faixa vibratória e a do ambiente que o cerca.

9.7 O ser humano é a síntese do Universo.

9.8 Crença na existência de vida inteligente em todo o Universo, vivendo e habitando.

9.9 Crença na reencarnação, na lei cármica de causa e efeito.

9.10 Direito de liberdade de todos os seres.


10. O que é reencarnação?

A crença no renascimento do espírito em um novo corpo, em eterno aprimoramento e evolução. Eterno porque perfeito é apenas Deus, pois, se não, já haveria muitos Deuses na Criação.
Não se aceita a metempsicose (a reencarnação de um homem em corpo de um animal), pois haveria o retrocesso no aprendizado em determinado momento da evolução de cada indivíduo.


11. O que é a Lei de Causa e Efeito?

Todo efeito tem uma causa, assim como todo o malfeito é atraído de volta por sintonia fluídica, assim como o bem. Devemos entender que as pessoas são como ímãs que se atraem por afinidade de idéias e ambientes. É o popular “Colhe-se o que se planta” ou “Dize-me com quem andas e te direi quem és”.

12. O que é Chacra?

São os locais de concentração de magnetismo no corpo, onde se aglomera os centros nervosos do corpo humano.


13. O que são as Linhas Auxiliares?

Como o nome diz, são os auxiliares dos guias. Normalmente, são os espíritos que tiveram sua última reencarnação em período mais actual. Os marinheiros actuam na Linha das Águas, como activos auxiliares nos tratamentos de purificação, tais como vícios de qualquer espécie. Os baianos são o elo de ligação dos guias à Terra. Osboiadeiros cuidam da harmonia entre os médiuns durante os trabalhos.

14. O que são os boiadeiros?

Entidades responsáveis pelo bom andamento dos trabalhos e por tornar o grupo mediúnico harmonizado entre si. São conhecidos também por oguns, guardiões, vigilantes (dentro da literatura espírita, vistos em Nosso Lar, de AndréLuiz e outros).

15. O que é um ponto riscado?

Já vimos que o ponto cantado auxilia na sintonia mental com a linha vibratória que estamos invocando. O ponto riscado identifica a origem da entidade, quais os seus domínios e a quem é subordinada. Risca-se com a pemba.

16. Orixá é entidade?

Segundo os pesquisadores, não. Um Orixá é energia vinda de um elemento primordial. Existem entidades que trabalham com essas energias e são especializadas nelas. São com tais energias que osumbandistas trabalham. Assim, mesmo que a entidade se identifique como Oxóssi ou Odé, não é o Orixá em si, mas está se identificando em sua linha vibratória. Isso explica porque pode, em um mesmo trabalho ou simultaneamente em vários locais, haver entidades com o mesmo nome.

17. Existem proibições alimentares a filhos do mesmo santo?

Por uma questão de formação básica dos corpos, de afinidade das entidades, as proibições existem. Daí os africanos criarem as muitas lendas, tão conhecidas no Candomblé. Os filhos de Oxalá,tenho visto, têm verdadeira indigestão com oazeite-de-dendê. As entidades chamadas do Oriente detestam quando seus médiuns ingerem, no dia de trabalho, carnes vermelhas e alimentos picantes, sob a explicação do excesso de fluidos pesados que ficam no corpo do médium, sendo necessárias verdadeiras limpezas espirituais e físicas, antes da incorporação.


18. Umbanda é religião cristã?

Em seus princípios (leis de Umbanda), há a crença em um Deus único e a caridade desinteressada, visto nos mesmos princípios do Evangelho de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Jesus, por sua vez, ocupa seu lugar nas preces como o divino coordenador ou mesmo na figura excelsa de Oxalá, sendo Deus, Ifá (1). Por que, então, não considerá-la cristã?


19. O que são quiumbas?

Seriam os espíritos de mortos sem luz ou esclarecimento, escravizados pelos seus próprios sentimentos em grande ódio e revolta. São as levas de obsessores existentes na espiritualidade, que induzem idéias maléficas aos vivos, apreciam fingir que são entidades iluminadas, quando não o são. Da mesma forma, são os verdadeiros executantes da magia negra e os vampiros do astral.

20. E os mortos?

Não são Orixás, podendo se tornar um guia, Exu, auxiliar ou anjo, de acordo com sua elevação espiritual. São chamados de Eguns.

(1) Ifá, segundo os mitos, teria sido o primeirobabalaô (adivinho) e é confundido com a própria figura de Orunmilá, por alguns autores.

Para outros, Orunmilá seria Deus. Na realidade, Deus é conhecido como Olodumare ou Olorum(na mitologia iorubá) ou ainda Zambi (na mitologia banto). Orunmilá é um Orixá/Imolê da categoria dos funfun (Orixás brancos).(Nota da autora).

21. O que é amaci?

Banho purificatório na cabeça, feito com folhas, flores, mel, perfumes e outros, de acordo com orientação dada pelo diretor dos trabalhos. Sua finalidade é auxiliar na incorporação e assentar” a mão do guia espiritual.

22. O que é amuleto e talismã?

Nada mais é do que um objecto magnetizado. O amuleto serve para afastar fluidos pesados, alguns exemplos são: medalhas, figuras, imagens, inscrições ou objectos variados. O talismã serve para atrair bons fluidos. O patuá seria um dos mais populares amuletos, feito com material preparado, costurado em tecido, sob a forma de saquinhos, papel, etc.

23. O que é Aruanda?

Lugar onde moram os Orixás e as entidades superiores. No Catolicismo é o Céu. No Espiritismo são as colónias espirituais.


24. O que é uma oferenda?

Na Umbanda trabalha-se com os quatro elementos da Natureza: água, fogo, terra e ar, como matéria-prima básica. Manejados convenientemente, por entidades especialistas, promovem o equilíbrio, o descarrego, a harmonia. Na Umbanda, em respeito à Natureza, nada pode ser retirado sem uma restituição ao elemento básico. Muitas vezes, ao entregar-se determinada oferenda, por afinidade fluídica, a mesma fica saturada dos fluidos densos retirados do solicitante, pelas entidades. Assim, os Exus utilizam o álcool com fins de evitar os vícios no médium; o dendê, para evitar a desordem psíquica; a farofa, para trazer bens materiais (alimentação); a pipoca, para atrair doenças cármicas dirigidas ao médium.

25. Existe o feitiço?

Infelizmente, sim. São trabalhos feitos pelaquimbanda com fins de prejudicar alguém, perfeitamente lógicos, dentro do ponto de vista magnético.


26. Pode-se evitar o feitiço?

Já vimos no conceito de magnetismo que, dependendo da sintonia que vibre em cada um, pode-se assimilar o feitiço ou não. Nesses casos, quando a pessoa tem “um santo forte”, ou seja, vibra em frequência mais elevada, a onda do mal emitida tende a ricochetear e, muitas vezes, retorna a quem o emitiu, que, na realidade, vibra nessa faixa, pelo simples fato de Ter desejado o mal.


27. Qual o valor das palavras na Umbanda?

A palavra, no Antigo Egipto, era sinónimo de criação. Tanto é verdade, que uma palavra exprime uma idéia. Uma idéia, um pensamento. E um pensamento é onda que é emitida. Daí usar-se algumas palavras que exprimem complexos sentimentos carregados de amor, nos trabalhos de Umbanda. São os conhecidos mantras, na Índia.

28. O que é um ritual?

É um processo gradativo, onde se utilizam acessórios, os mais diferentes possíveis, até ser atingido o clímax desejado. Na verdade, assemelha-se a uma subida em uma escada, degrau a degrau, frequência a frequência, até a sintonia com as falanges desejadas, cujos objectivos podem variar sobremaneira.

29. Existe maldição ou praga?

Seria a mesma explicação dada na questão 27. As famosas pragas de mãe e madrinha nada mais são que palavras emitidas com poderoso influxo magnético acolhidas e re-alimentadas por quem as recebe, em baixo padrão vibratório. Como todas as coisas já vistas, o que pode repelir todas as coisas dirigidas ao mal é a elevação do pensamento, do teor vibratório, rechaçando por não afinidade magnética.

30. Há nomes que não devem ser ditos na Umbanda?

No Candomblé, o nome Xapanã, por exemplo, não deve ser pronunciado. No Sul do país popularizou-se, inclusive, abafando os nomes de Omolu e Obaluaiê, comuns no resto do país. Cada letra possui um som. Cada som produz uma frequência. A soma das letras produz um nome que poderá, ou não formar uma melodia harmoniosa do ponto de vista espiritual. Todavia, antes de mais nada, não produz efeitos desastrosos se comparados ao teor de pensamento que exprime a palavra.

31. Por que é tão comum colocar-se, na magia negra, objectos dentro de colchões, travesseiros, cobertas ou escondidos dentro das casas?
No primeiro caso, na tentativa de o objecto magnetizado ficar, o maior tempo possível, em contacto com a pessoa visada. No segundo, para continuar irradiando, o maior tempo possível, sem ser descoberto no ambiente.


32. O pensamento tem cor?

Por incrível que pareça, tem. Segundo Ramatis:

“A qualidade do pensamento determina-lhe a cor; a natureza do pensamento compõe-lhe a forma; e a precisão do pensamento determina-lhe a configuração exata”. (Magia de Redenção, página 64, citado na bibliografia).

Dependendo da intensidade do mesmo, podem-se criar as conhecidas formas-pensamento, citações estascom volume, cor, som, verdadeiros marionetesespirituais de quem os criou. Na maioria das vezes, exprimem o verdadeiro interior de cada um, visíveis pelos guias que as analisam. São percebidas, também, pelos médiuns videntes e, muitas vezes, confundidas com entidades.

33. Por que é tão comum despachar-se objectos em água corrente?

Sabemos que a água é um dos mais poderosos elementos da natureza, no que se refere a sua capacidade de excelente condutor de electricidade e fluidos quaisquer, sendo um poderoso solvente. Ao atirar-se o objecto saturado, a água de imediato absorve esse teor magnético, levando-o para longe do enfeitiçado (ou aquele que quer desvincular-se de objectos imantados). Assim, quebra os vínculos que antes existiam, por proximidade ou assimilação do dono.

34. E água fluida?

É digna de um livro sobre o assunto, tal sua complexidade e utilização. Já vimos que a água é um solvente magnífico, por sua formação molecular e magnética de elevado poder. É usada amplamente pelos marinheiros no tratamento de perturbações psíquicas e vícios. A água fluida nada mais é do que um veículo preparado com elementos espirituais e da natureza, saturada por hábeis manipuladores do astral, com fins terapêuticos. Pessoalmente, já tive a oportunidade de acompanhar os trabalhos de um preto-velhoque, preparando vidros de água fluida, curou indivíduos minados de vícios de toda a espécie.


35. E o Sol? Por que há trabalhos antes e depois do entardecer?

A vida terrestre gira em torno do Sol. Sua radiação magnética de calor e luz são conhecidas. As de carácter espiritual, muito pouco. São nesses horários, antes e depois do pôr-do-sol que observamos a maior intensidade de raios infravermelhos (verdes, no plano espiritual) capazes de dissolver, especialmente, as formas nocivas de trabalhos dirigidos ao mal.

36. Por que se utilizam de unhas e cabelos da vítima em trabalhos?

São os conhecidos “endereços-vibratórios”, tão citados em obras. Por trazerem em si idêntico magnetismo da pessoa visada, servem, no plano espiritual, como verdadeiro roteiro para encontrá-la. Um exemplo são os médiuns que, tocando objectos pertencentes a alguém, localizam vítimas, locais, ou descrevem o portador com detalhes, o que fazia e sentia.

37. E as benzeduras?
Nada mais são do que passes magnéticos. Nossospretos-velhos eram eficazes, assim como nossos índios. Utilizam-se de metais (tesouras, facas, excelentes condutores de electricidade), água, ervas, saliva, etc. como condutores desse magnetismo curativo.

38. E os quebrantos? O olho-grande ou gordo?
Funcionam similar às pragas. Há pessoas que, de baixo teor espiritual e magnético, emitem algumas sem o desejar, poderosos feixes de carácter nocivo, capazes de matar plantas, animais ou causar mal-estar em pessoas. Desde criança ouvia uma história de um galo, muito bonito, vítima desse tipo de enfeitiçamento verbal, morto imediatamente após Ter sido emitido pela pessoa que o admirou.

39. E as figas, cruzes, elefantes de gesso e outros?
Objectos os mais variados possíveis em todo o mundo, tornam-se populares como “quebradores” de olho-grande. Ao serem colocados em locais visíveis, alguns preparados para dissolver descargas negativas, são a primeira coisa a ser vista por aqueles portadores desse tipo de magnetismo pesado, recebendo, em primeiro lugar, a descarga do mesmo. Ou seja, viram objectos de “descarrego” da limpeza, absorvendo ou dissolvendo tais vibrações na entrada das residências.
Todos esses objectos e práticas auxiliam muito como paliativos, no teor magnético existente nas casas. Todavia, o mais importante é o tipo de ambiente que é criado pelas mentes que ali habitam. Se não, tornam-se inúteis ou de muito baixa influência.


40. Por que se sintam as figas de vermelho e outros objectos, na Umbanda?

Na escala de cores, cada qual possui uma frequência específica. O vermelho, entre as cores visíveis por nossos olhos, possui a mais baixa, de teor mais pesado, em comparação com as demais. As entidades das zonas umbralinas, do “inferno”, como são chamadas essas regiões no plano astral, costumam vestir-se de vermelho, cor enervante, sanguínea, que exprime as paixões inferiores, como nos cita André Luiz, na obra Libertação. Dentre as cores, misturadas, é a que primeiro chama a atenção, tal qual um perfume forte. Daí ser escolhida para trabalhos ou usada pelas entidades que se utilizam dos fluidos mais pesados, como vestuário, na espiritualidade.

41. E os objectos de cera, e as velas?

A cera natural, vinda das abelhas, é impregnada dos fluidos existentes nas flores, em grande quantidade.
Este elemento, vindo da natureza, é utilizado na prática do bem e do mal como matéria primapoderosa para somar-se com os teores dos pensamentos, tornando eficaz o trabalho e o objectivo ao qual se propõe. Comparada a uma bateria, uma pilha natural, a cera sempre foi utilizada em larga escala na magia.


42. E a vela?
É considerada, na espiritualidade, como uma das melhores oferendas por Ter, em sua formação, os quatro elementos da natureza activos, desprendendo energia. O fogo da chama, a terra (através da cera), o ar aquecido queimando resíduos espirituais.
O umbandista não deve, jamais, retirar nada da natureza sem deixar, ao menos, uma vela para repor aos elementais o fluido retirado do seu ambiente, em profundo respeito à criação divina.
43. E os elementais?

Sem eles a Umbanda não existiria. São entidades primárias, quase infantis na espiritualidade, sempre dirigidas por entidades superiores, habitando um dos quatro elementos. No fogo, as salamandras que trabalham na área relacionadas ao amor, ao sexo, à amizade, à agressividade e protecção. Na terra há vários, sendo os mais conhecidos os gnomos, cuja actividade relaciona-se ao trabalho, à criatividade, à perseverança e aos bens materiais. As ondinas, nas águas, actuam na sabedoria, na doçura, nas actividades espirituais e mediúnicas. No ar, os silfos, ágeis e inquietos, dominam as áreas da saúde, da cura e do equilíbrio físico e mental.
Todos eles participam dos trabalhos umbandistascomo auxiliares valiosos e nas outras doutrinas e religiões, muitas vezes, em discreto anonimato.


44. E os elementares?
São diferentes dos elementais. São entidades muito primitivas em situação intermediária entre o animal e a racionalidade. Dirigidos por entidades, colaboram na limpeza, na guarda, tomando formas as mais variadas possíveis. São colaboradores dos Exus e boiadeiros, principalmente.

45. E a aura humana?
Sem ela fica muito difícil compreender a origem das energias existentes no magnetismo humano, principal responsável nos fenómenos do mau-olhado, do passe, na imantação dos objectos. É resultante da mistura e união das energias caloríficas e luminosas do sol, dos minerais subterrâneos, da radiação atómica na natureza, da água ingerida e da assimilação de energias de outros corpos, tais como plantas, animais e o próprio homem. Irradia, em torno do corpo físico, uma luminosidade que, pela análise de cor, varia do tom mais brilhante que, pela análise de cor, varia do tom mais brilhante ao mais escuro, se doente. É distinta da aura existente no duplo etéreo (perispírito, Ba egípcio, duplo, etc.), que é o elo de ligação semi-material do espírito ao corpo físico. Pelo teor dos pensamentos e sentimentos do espírito, varia dos tons azulados e dourados, mais sublimes, aos tons avermelhados e escuros das paixões inferiores e doenças espirituais. O tamanho da aura do duplo etéreo varia em proporção ao grau de elevação espiritual do indivíduo.

46. E as crendices?

Onde há fumaça, há fogo, diz o ditado popular. Há crendices verdadeiras e falsas. Quando muitos dizem que determinada actividade é correcta, deve-se analisar os fundamentos do ponto de vista científico e espiritual. Ou seja, devem ser analisadas friamente, sem serem repetidas, mecanicamente, sem discussão prévia. Certa vezouvi que determinada imagem, dentro de casa, produziria efeito negativo na sexualidade feminina e coisas do género. Já falamos repetidamente que o que vale são os pensamentos e a magnetização dos objectos. Como foi comprovado, mais tarde, a dita imagem nada produziu de negativo, muito pelo contrário.


47. Por que se fala tanto em arruda, guiné e outras ervas?

São ervas que, pela utilização popular e orientação espiritual, ficaram muito conhecidas. As ervas, ao crescerem, absorvem as radiações do Sol, da Lua, dos minérios, enfim, de toda a natureza, e dos elementos espirituais, à semelhança da aura humana. A arruda é conhecida por murchar e secar em casas, terrenos ou regiões onde há abundância de fluidos danosos. Um verdadeiro termómetro da natureza.

48. E defumação?

Nada mais é do que plantas que, com todo o magnetismo absorvido da natureza, ao serem queimadas e suas emanações dirigidas por entidades encarregadas da purificação de ambientes, diluiriam fluidos pesados ou atrairiam boas vibrações. Usam-se desde a tradicional arruda ou outras ervas, cascas de alho, açúcar, resinas aromáticas, etc.

49. Por que incorporar Exu ou Pombagira?

É comum ouvir-se frases do tipo “deve-se deixar vir o povo de rua para `desamarrar’ a vida”. Ao incorporar um Elebara (Exu ou Pombagira), o médium é alertado conscientemente ou inconscientemente para não desenvolver os seus piores instintos ou evitar que esses comandem suas vidas. Pela assimilação magnética, osElebaras costumam carrear excessos de fluidos pesados. Ao incorporar, no médium, em franca operação de limpeza, diz-se que “carregam” ou “assumem” parte do carma do mesmo, desta forma. Esclarece-se que eliminar o carma é impossível, mas aliviar o destino que daremos a nossas vidas é perfeitamente viável. Por isso, podemos afirmar que minimizam, reduzem, aliviam acidentes, minoram doenças, criam convicções de boa conduta e correção de caráter. São verdadeiros faxineiros do astral e preciosos amigos.
Devido a seu caráter zombeteiro e brincalhão, alguns “pedichões” de oferendas, por falta de esclarecimento dos guias e médiuns, são vistos de soslaio com muita desconfiança nas casas ditas “não-cruzadas”, ou seja, onde não há trabalho específico dos Exus com o público (giras) e sacrifícios. São, infelizmente, muito confundidos com obsessores, arruaceiros, entidades “primitivas” e “ignorantes”, como são chamados. O que podemos dizer é que se deve observar o conteúdo das mensagens dessas entidades, o comportamento, o comprimento das promessas (sobretudo, o aval dos guias), conduta da casa e do grupo mediúnico, naqueles parâmetros do bom senso. Não devem ser temidos, mas respeitados.
Em suma, pode-se afirmar que os Exus garantem, assim, muito maior protecção, uma vida menos problemática, um salutar vínculo de amizade criado entre trabalhadores de ambos os lados da espiritualidade.

50. Ouve-se muito falar nas fases da Lua propícias a trabalhos. No que se fundamenta?

A ação electromagnética da Lua é conhecida desde a mais remota antiguidade nos fenómenos das marés, na germinação e crescimento das plantas, na poda de plantações, na fecundação dos seres, nas alterações de humor e um sem-número de fenómenos. Já que se trata de trabalhos, com fins quaisquer, é natural que se escolham dias em que a força electromagnética da Terra, sob a influência lunar, crie um ambiente mais propício ao crescimento, ou não, do teor magnético nocivo ou benigno desses mesmos trabalhos.

51 Afinal, qual a diferença entre Exu e quiumba?

Os quiumbas são malfeitores do astral, avessos ao bem e altamente perturbadores. Tanto que há concordância entre autores quanto ao fato de serem eles os verdadeiros executores dos trabalhos destinados ao mal. São os costumeiros “encostos” ou “rabos de encruza”.
Fazem-nos pensar que muitos quiumbasmistificam, fingindo, em casas desatentas, seremExus ou até mesmo Orixás, com fins de alcançar seus objectivos.

Os Exus, não. São eles que desmancham os trabalhos de magia negra, transportando magneticamente as mazelas, as dores e doenças físicas e espirituais, aliviando carmas. AlgunsExus, por estarem ainda no início de sua evolução, como trabalhadores do bem, necessitam orientação e doutrina, tanto pelo médium como pelos diretores dos trabalhos (cacique, chefe oubabalorixá) e devem ser colocados na disciplina da casa. Daí temos os Exus orientados, que não pedem sacrifícios, com oferendas mais simples, e aqueles que não tiveram uma colocação correta, que se acostumam com extravagâncias e exigências repletas de vaidades humanas.


52. Por que os Exus aparecem nas imagens em formas tão assustadoras?
Foi-nos explicado em uma consulta com entidades de sua linha. Os Exus costumam tomar tais formas como meio de impor respeito e medo a espíritos inferiores (quiumbas) e, desta forma, facilitar o controle e vigilância que obtêm sobre estas mentes vinculadas ao mal, para que não perturbem trabalhos ou até mesmo lares e locais.

53. O que é Umbanda de Branco, Umbanda Branca ou de Cáritas?
Na verdade, varia infinitamente, de casa para casa.
Mas seus fundamentos básicos são que algumas casas recusam-se a trabalhar com giras de Exus, por considerá-los indisciplinados e só trabalharem com sacrifícios sangrentos, coisas que já sabemos incorrectas, apesar de serem idéias muito confundidas.
Existem sete falanges, dominadas por Orixás,Yorimá (Pretos-Velhos) e Yori (Crianças). Na legião de Iemanjá haveria Orixás comandando suas subdivisões, tais como Oxum, Iansã e Nanã. Em alguns locais, os Orixás não “descem” pessoalmente, mas são representados por Pretos-Velhos (antigos escravos), Caboclos (indígenas) e espíritos de Crianças (entidades evoluídas que se apresentam sob a forma infantil). Há rituais em matas, praias, pedreiras, cachoeiras, etc. Nela foram abolidos rituais com sangue (sacrifícios) e magia negra.

54. O que é Umbanda Cruzada?

Chamada de Quimbanda pelos umbandistas (ditos de linha branca) e macumba, os seus trabalhos ou feitiços. Cultuam de dez a doze Orixás, dependendo da nação africana de origem, sendo que os Orixás “descem” pessoalmente, podendo haver, ou não, giras de caboclos e pretos-velhosem outros dias, intercalados. Fazem comidas (oferendas) mais elaboradas que na Umbanda Branca e sacrifícios animais. Nela é comum o jogo de búzios e rituais assemelhados ao Candomblé, feitos pelo pai ou mãe-de-santo ou babalorixá ouyalorixá. O vestuário é elaborado, há toque de instrumentos (algumas casas de Umbanda Branca aboliram), seu cerimonial e ritualística possuem maior quantidade de preceitos, proibições equizilas (proibições alimentares).
Cultuam-se, obremaneira, os Orixás ligados à morte e aos cemitérios, fonte energética de muitos trabalhos de magia negra, como Xapanã(Omolu ou Obaluaiê), Exu (Elebaras) e Iansã como dominadora de Eguns.


Fonte: Texto recebido pelo grupo 7elementos.